Assine o fluminense

Tristeza e dor no sepultamento do coronel Marcus Jardim

Amigos e familiares se despediram nesta segunda-feira (16)

Cerca de 500 pessoas compareceram ao sepultamento do corpo do secretário Marcus Jardim, no Cemitério Parque da Paz

Marcelo Feitosa

A cidade de Niterói e a administração pública municipal perderam na madrugada desta segunda-feira (16) o secretário de Ordem Pública Marcus Jardim Gonçalves. Ele morreu aos 54 anos de idade, depois de uma longa luta contra um câncer, deixando mulher e filha. O enterro foi realizado ainda nesta segunda, às 17 horas, no cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo, após velório na Capela 1, no setor Orquídea. Pela manhã, o prefeito Rodrigo Neves anunciou que a Cidade da Ordem Pública, que considera um dos grandes projetos da sua gestão, a ser inaugurada no segundo semestre deste ano, ganhará o nome de Marcus Jardim, em homenagem ao seu secretário. 

“Infelizmente hoje eu perdi um grande amigo, um grande colaborador, o nosso querido Marcus Jardim. Infelizmente ele nos deixou, vítima desta doença. Sofreu muito nestes últimos cinco meses em que ficou de licença. Mas o Marcus Jardim vai deixar um legado. Ele foi um dos oficiais mais combativos, um exemplo para a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Era respeitado pelos coronéis, pelos soldados, e eu tenho certeza de que ele já está num plano superior. Ele combateu o bom combate”, destacou o prefeito.

No mês passado, ele participou em Niterói de missa pelo dia de São Jorge

Marcelo Feitosa

Marcus Jardim tinha 34 anos de Polícia Militar. Segundo o prefeito, foi pelas mãos dele que a prefeitura ergueu o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP). Além disso, o coronel da PM (estava na reserva) esteve à frente da Secretaria de Ordem Pública promovendo, ainda segundo o prefeito, um redimensionamento e humanização na Guarda Municipal de Niterói. Incentivou a criação do último concurso municipal, dobrando o efetivo da guarda, e trabalhou para dar aumento de remuneração para a corporação logo no primeiro ano de governo. Mudou o perfil da Guarda Municipal, tornando-a uma guarda-cidadã, próxima à população, e elevando a autoestima da corporação. Para combater a violência, buscou a integração entre todas as forças de segurança, realizando um trabalho voltado para a prevenção.

Marcus Jardim era formado em Direito e especialista em Segurança Pública. Nascido em Niterói, flamenguista fanático, fazia questão de dizer que era um puro-sangue azul, referindo-se ao amor, orgulho e fidelidade à Polícia Militar.

Ele ingressou na Polícia Militar em 1982. O seu espírito de liderança o levaria ao comando de vários batalhões: o 35º (Itaboraí); o 12º (Niterói); o 7º (São Gonçalo); o 16º (Olaria); e o de Polícia Rodoviária (Niterói). 

Um dos momentos marcantes de sua carreira foi, à frente do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA), na capital fluminense, participar da ocupação do Complexo do Alemão, em 2010. Jardim também liderou o 3º CPA (Baixada).

Foi secretário de Segurança Pública em São Gonçalo e, desde 2013, comandava a pasta de Ordem Pública de Niterói. 

De temperamento forte, gostava de dizer que “missão dada é missão cumprida”.

Enterro – Mais de 500 pessoas, entre parentes e amigos da esfera pública de Niterói e de São Gonçalo estiveram presentes no Parque da Paz para se despedir de Marcus Jardim, sobre seu caixão, além da bandeira do Brasil, também foi colocada a bandeira do seu time de coração.

“Além de tudo era um flamenguista como eu. A última vez que eu estive com ele, há 15 dias atrás, entreguei um casaco que eu tinha do Flamengo para ele, nós conversamos e brincamos muito na casa dele. Lutou dignamente, contra o câncer. Recrudesceu nos últimos meses, mas deixa um legado e um exemplo para os jovens soldados da Polícia Militar”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves, que saiu antes do cortejo.

 O comandante do Batalhão de Niterói, coronel Fernando Salema, também esteve no enterro e falou de como o colega de farda era querido. 

“Por onde ele passou, deixou sua marca. Você vê aí [no enterro] gente de várias gerações, dos mais antigos da corporação, pessoal da maçonaria e a sociedade civil em geral. Eles dizem que toda unanimidade é burra, mas você vê pelas pessoas aí a representatividade que ele tinha. Ele parte com a certeza do dever cumprido, em paz, com a consciência tranquila”, afirmou.

O comandante do Batalhão de São Gonçalo, coronel Samir Vaz afirmou que “Jardim era um líder nato que comandava pelo exemplo”.  Antes de chegar ao local de sepultamento, o cortejo foi saudado por agentes da PM e da Guarda Municipal.

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top