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UFF implanta cotas na pós-graduação

O ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, ao discursar na assembleia da ONU em 2001, afirmou que as “minorias étnicas no mundo continuam a ser desproporcionalmente pobres, (...) afetadas pelo desemprego, (...) menos escolarizadas, (...) sub-representadas nas estruturas políticas e super-representadas nas prisões”. Infelizmente, quase dezessete anos depois, essa ainda é uma realidade a ser combatida. Assim, na busca permanente pela reversão desse quadro no âmbito acadêmico, a UFF, através da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (Proppi), vem promovendo ações afirmativas que possibilitam aos alunos cotistas superarem barreiras raciais e econômicas e ingressarem também nos programas de pós-graduação.

Para o vice-reitor, Antonio Claudio da Nóbrega, um dos pontos centrais da missão institucional da UFF é a contribuição para o desenvolvimento social do Brasil. “Nesse sentido, temos atuado na vanguarda ao implementar ações afirmativas como um dos instrumentos para diminuir a desigualdade étnico-racial no ambiente acadêmico, sobretudo agora com a inclusão do sistema de cotas também nos nossos cursos de mestrado e doutorado”, enfatiza. 

O professor do departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFF (PPGCom), Afonso de Albuquerque, destaca que 1/3 das vagas dos cursos de mestrado e doutorado do programa estão destinadas às cotas.  

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