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Mão na Massa

O chef Romeu Valadares apresenta as novidades do mundo gastronômico e dicas sobre pratos saborosos e cheios de detalhes curiosos

Ready-Made

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Confira a coluna de Romeu Valadares

Ready-Made

Colaboração: Romeu Valadares

S e você ainda não ouviu, o termo criado pelo artista plástico Marcel Duchamp (1887-1968) designa a ação que coloca um objeto do cotidiano, produzido em massa, apresentado sob uma diferente perspectiva e contexto, exposto como objeto de arte numa galeria ou museu, sem que tenha, ele, o objeto ou objetos conjugados, sofrido qualquer transformação estrutural. Assim o objeto que mais defi niu o estilo foi o urinol de louça que ele apresentou invertido e chamou de fonte em 1917.

Arrisco uma analogia com os ready-made, selecionando dentre as centenas, para não dizer milhares, de produtos prontos ou semiprontos no mercado, os que sejam adequados ao consumo humano (rsrsrs) e que tenham a “delicadeza” de serem, além disso, gostosos. Manter uma picanha de porco na geladeira é possível por uma semana, basta olhar a data de validade e ter bom-senso para examinar a qualidade do armazenamento no supermercado.

Comprar barato em mercado muquifo é arriscado, o bicho tem que estar bem gelado! O preparo não merece a pretensão de se chamar receita, são simples procedimentos que não dependem de conhecimento ou técnica, só vontade. Abrir o pacote da picanha, colocar numa assadeira e levar ao forno com uma taça do mesmo vinho que se vai beber (no caso um rosé), cobrir com alumínio por 30 min. e mais 30 min. sem o alumínio até dourar bem a gordura para que fi que crocante.

O forno pode ser usado antes para assar batatas embrulhadas com sal e assim o acompanhamento já sairia pronto ao mesmo tempo. Fatiar a picanha e fi nalizar as fatias numa frigideira antiaderente com uma boa quantidade desse molho pronto tailandês Kalassi, que tem pimenta, alho e açúcar nas doses certas, porém gosto de espremer uma laranja e dar um golpe do espumante rosé que escolhi combinar com esse prato, para dar mais fl uidez. Poderia ser mais um vinho relegado ao mundo dos casamentos e afi ns, mas esse Ferragani Brut Rose surpreendeu.

em garrafa elegante, rótulo de bom gosto e é vinho de négociant, ou seja o cara escolhe as uvas e a vinícola que vai elaborar o vinho sob sua supervisão, aí engarrafa e rotula com sua marca. Pessoalmente acho a qualidade das bolinhas (perlage) um ótimo indicador da qualidade de um espumante, nesse são pequeninas, fi nas, em abundante quantidade, fato comprovado na formação de uma coroa de espuma branca (musse) que dá a tal da cremosidade no espumante. Experimente pressionar um pouco do espumante entre os lábios para sentir o que chamamos de cremosidade que é um prazer particular de um bom espumante. Um vinho com estrutura e acidez equilibradas por justos 88 reais. Uma combinação supimpa com nosso porquinho no molho tailandês que comi com arroz selvagem e agrião.

Para marcar uma prova e comprar, a Livimport fi ca na Barra, o e-mail do Guilherme é guilherme@livimport.com.br (zap: 21999410521).

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