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Opinião

Longe da barbárie

Longe da barbárie

Lançada ontem, a Campanha da Fraternidade 2018 escolheu como tema este ano a violência no Brasil em suas várias formas. Vai além dos assaltos, arrastões, tiroteios, execuções, extermínios, revoltas em presídios e foca mais no social, na violência que subjuga os direitos dos mais vulneráveis na pirâmide social, os pobres, muitas vezes negros, jovens e mulheres cada vez mais carentes pelo abandono, exploração e falta de apoio.

Tão cruel quanto a violência propriamente dita, a discriminação oprime e mantém na mesma situação de carência quem precisa de educação, saúde e emprego e não tem. São direitos fundamentais que vão sendo negados, subtraídos, condenando aqueles que não têm voz nem defesa à estagnação social. 

A resposta à violência com mais violência também foi criticada no lançamento da campanha. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sérgio da Rocha, é preciso mais do que nunca estar comprometido com a paz. 

Também presente ao lançamento, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, sugeriu que se troquem os punhos cerrados na hora de encarar o outro pelo “caminhar de mãos dadas”. 

Estender a mão, acolher e respeitar é a única forma de reverter o atual quadro de degradação social que infelizmente foi imposto na sociedade brasileira. É o que pode salvar a todos da barbárie. 

Ainda há saída.

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