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Opinião

Vai custar caro

Vai custar caro

Entrou em vigor ontem, com a publicação, em edição extra do Diário Oficial da União, a medida provisória que criou o programa de subvenção à comercialização do óleo diesel. Na prática, até o fim do ano, o Governo Federal vai subsidiar o combustível em R$ 0,30 por litro. Para isso, recursos da ordem de R$ 9,5 bilhões serão repassados diretamente aos produtores e importadores de diesel.

Para alcançar o valor de redução prometido aos caminhoneiros durante a greve da categoria, R$ 0,46, o Governo vai ter que se virar. O dinheiro não vai surgir do nada como mágica, retirado do fundo de uma cartola. Cerca de R$ 4 bilhões serão reduzidos de impostos que incidem diretamente sobre o combústivel, como PIS/Cofins e a Cide, totalizando R$ 0,16.

E quem estará sentado à cabeceira da mesa para pagar a conta? Os brasileiros, é claro. Segundo o Governo, no total foram extintas despesas que somam R$ 1,2 bilhão. Um dos cortes foi realizado em dotações orçamentárias de diversas áreas. Entraram na faca programas como de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), concessão de bolsas, aquisição de áreas para a reforma agrária e policiamento de rodovias, entre outros. 

Na prática, para viabilizar recursos para o programa de subsídio do óleo diesel, que manterá preços fixos do combustível até o fim do ano, o custo será tão grande que em breve vai exigir o aumento de impostos para suprir as brechas que surgirão. 

É a economia em ponto de impasse.

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