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‘Valei-me!’ no Janete Costa

Quinta exposição do museu retrata a riqueza cultural do Rio São Francisco através da arte popular ribeirinha

Um dos mitos do Velho Chico é o do minhocão, que, segundo a lenda, era responsável por desbarrancar margens e, assim, destruir casas à beira do rio

Foto: Lucas Benevides

Está em cartaz, no Museu Janete Costa de Arte Popular, a exposição “Valei-me!”, quinta montagem com curadoria assinada pelo cenógrafo Jorge Mendes. A exposição é dividida em quatro setores, que abordam vários temas ligados ao rio, como a importância dos recursos naturais para a sociedade ribeirinha, seu folclore, sua cultura, fazendo analogias com temas atuais.

No primeiro setor da mostra, estão expostas 14 carrancas raríssimas feitas entre as décadas de 70 e 80, pelo artesão Francisco Biquiba Dy Lafuente Guarany e seu filho. As peças foram cedidas por Maria Vittoria de Carvalho Pardal, filha do maior pesquisador de carrancas do Brasil, Paulo Pardal – também homenageado na mostra.

O segundo setor foi escolhido para comportar os mitos do tradicional folclore ribeirinho, onde cerca de dez artistas expõem suas obras representando um pouco do que permeia o imaginário popular da região, como “Mãe d’água”, de Zézinho de Arapiraca; “Minhocão”, de Willy de Carvalho; e “Caboclo d’água”, de Mestre Bitinho.

No terceiro setor, é tratado o assunto ecologia, com intervenções que trabalham a questão da preservação do meio ambiente e do rio poluído, com representações que invertem a situação comum: como o rio com medo do homem, um retrato antagônico à imponência que o rio costuma apresentar.

No quarto setor, foi reconstituído o ambiente de trabalho do pesquisador Paulo Pardal e de sua esposa, Lully de Carvalho – que pintou as carrancas em telas –, com peças, livros e outras memórias.

No segundo andar do espaço, o público poderá interagir com os diversos sentidos que a exposição propõe, através de um educativo que se divide em “estações”, que são instalações interativas e oficinas didáticas, pelas quais os monitores conduzirão os presentes em uma jornada de autoconhecimento, com reflexões sobre o dilema entre o “ser” e o “estar”, enfrentamento dos medos e a busca por equilíbrio.

O Museu Janete Costa de Arte Popular fica na Rua Presidente Domiciano, 178, no Ingá. Fica em cartaz até 3 de fevereiro, de terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada franca. Classificação: livre. Telefone: 2705-3929.

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