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Adorando a natureza

O infantil ‘Histórias de uma Margarida’ estreia no Teatro da UFF neste sábado sua curta temporada

A idealizadora, autora e atriz do projeto, Mariana Dias, tem um currículo longo: dramaturga, roteirista, pesquisadora e poetisa. No espetáculo, ela vive Margarida, que une narração e palhaçaria

Divulgação

Uma narrativa que pretende colocar o espectador em contato com a natureza. Por coincidência ou não, o espetáculo “Histórias de uma Margarida” faz sua estreia exatamente no dia em que inicia a primavera, a estação das flores. A curtíssima temporada terá apenas três sessões, dias 22, 29 e 30 de setembro, às 16h, no Teatro da UFF.

A peça conta a história de um jardineiro que sonhava com um jardim cheio de borboletas. Um dia, ele recebe, através de um sonho, o conselho de um sábio: conversar com a natureza.  Desde então procura o sol, a chuva e a terra até encontrar a resposta para seu sonho. Idealizadora e autora do projeto, Mariana Dias, também é dramaturga, roteirista, pesquisadora e poetisa. 

“Sou autora-atriz e o meu processo de escrita, graças ao meu trabalho cênico, passa pela experiência do corpo também. No caso de ‘Histórias de uma Margarida’, a escrita se deu junto com o processo de pesquisa de linguagem cênica. Muitas vezes, achava as palavras certas no próprio ensaio e, em seguida, alterava a dramaturgia. Tenho a liberdade de ir adaptando o texto conforme me aproprio da cena. Esse processo me ajuda a atuar, assim como ouvir meu próprio texto. Ver uma ideia fazer sentido para o espectador é enriquecedor. E o público infantil é atento, exigente e sincero. Bastante desafiador”, conta. 

Dirigido por Fernando Nicolau, o espetáculo conta com objetos cênicos criados por Bruno Dante, além de direção musical e canções assinadas por Claudio Lyra. O cenário monocromático, todo na cor verde, é uma forma de reverenciar a natureza. A personagem Margarida foi criada há 4 anos, quando a atriz participava de uma iniciação teatral dentro de escolas com crianças de 1 a 6 anos. A personagem tem uma saia cheia de bolsos de onde saem objetos que ajudam a criar as narrativas.

“Depois de 3 anos, sofisticando este trabalho dentro de escolas, senti a necessidade de ampliá-lo, levando-o para o teatro. O desejo de criar o espetáculo foi brotando através de conversas com mães e pais que percebiam a grande empatia das crianças para com a personagem. A Margarida tem duas características que eu, como artista, cultivo, principalmente quando direciono meu trabalho para o lúdico: a narração e a palhaçaria. São artifícios que me cativam desde a infância. Por isso, a ela é uma contadora de histórias sutilmente palhaça. É meu alter ego”, assume Mariana.

Para a atriz multifacetada, são muitos os desafios ao se fazer um monólogo. Ela só se deu conta dos obstáculos quando se viu sozinha no palco, tendo que conquistar a atenção do público. 

“Quando decidi montar o trabalho e levá-lo para o teatro, fiz sem ter medo porque, se a gente começar a pensar que é difícil, não realiza nada. Na verdade, nunca desejei fazer um monólogo. Mas as dificuldades de se manter um trabalho coletivo são tantas que tive que seguir este caminho solo, para poder não parar. Criei um monólogo para superar os desafios que encontrei ao tentar fazer um trabalho de grupo. E, na verdade, eu nunca estive sozinha em ‘Histórias de uma Margarida’. Contei e conto com o trabalho de profissionais que são parte da cena. Sem eles, esta peça não existiria como é, não aconteceria. Por isso, vibramos juntos. E também tem o público, com quem eu jogo, contraceno e dialogo do início ao fim”, afirma Mariana.

O Teatro da UFF fica na Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, em Niterói. Neste sábado e domingo, às 16h, e dia 29 e 30, às 16h. Preço: R$ 40 (inteira). Classificação: livre. Telefone: 3674-7515.

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