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Amadurecimento musical

Banda niteroiense Barcamundi lança o álbum ‘Disco Adulto’, que versa sobre a distância e o isolamento em oito faixas

Formado por Gabriela Autran, Gil Navarro, João Barreira, Leon Navarro, Matheus Ribeiro e Pedro Chabudé, banda propõe diálogos musicais em novo trabalho

Foto: Divulgação/Bruno Ronsini

Depois de lançar seu primeiro álbum em 2015, a banda niteroiense Barcamundi lança o segundo, intitulado “Disco Adulto”, que mostra a maturidade musical atingida pelo grupo ao mesclar diferentes elementos e incorporar um amplo horizonte de influências para versar sobre um tema em particular: a distância. 

“Disco Adulto” está disponível nas principais plataformas digitais e apresenta oito faixas, com arranjos que criam diálogos musicais inusitados, como, por exemplo, entre Radiohead e Gilberto Gil, e Wilco com Rodrigo Amarante, utilizando diferentes recursos estilísticos.  

Formado por Gabriela Autran, Gil Navarro, João Barreira, Leon Navarro, Matheus Ribeiro e Pedro Chabudé, o sexteto passou por um longo processo até a escolha do nome do álbum, decidindo por “Disco Adulto” por soar simples e passar uma mensagem muito direta, que conota maturidade, principalmente em um momento delicado como o que estamos vivendo. Ao mesmo tempo, o título revela um certo “deboche” - nas palavras de João Barreira -, pois, em geral, as pessoas esperam que a maturidade de uma banda só se alcança com anos de carreira, depois de vários CDs lançados.  

Responsável pela voz, violão e guitarra, João explica que os integrantes perceberam que existia uma temática central logo após a escolha das músicas que entrariam no repertório do disco. 

“O tema é a distância, o isolamento, a carência e o distanciamento humano. Por exemplo: em ‘Amor Concreto’, tem a parte ‘consola alguém por perto’, que reflete sobre a importância da aproximação e distanciamento humano no meio urbano; ‘Mãe’ fala sobre distanciamento em ambientes familiares, sobre a saída da mãe de casa; ‘Pouso’ fala sobre o distanciamento do homem com relação a si mesmo, como no trecho ‘eu, sobre mim, não pouso, plano’, quer dizer, um vazio interno. Todas as músicas tratam do mesmo tema, através de diferentes perspectivas”, esclarece João.

 

Foto: Divulgação

O tema não surgiu por acaso. As músicas foram surgindo em associação com momentos referentes tanto ao coletivo, como à vida individual de cada integrante. 

“O distanciamento acontece em fases com a própria banda e isso acaba refletindo nas letras, mas acontece também na nossa vida pessoal. Acho que o fato de a gente começar a deixar de ter uma vida muito focada em amizades, enquanto procura emprego ou trabalha, gera distanciamentos e perdas. Mas não existiu um momento central, foi todo um processo que inspirou composição das letras”, declara. 

O processo de produção do áudio foi feito em parceria com Hugo Noguchi, um músico do Rio de Janeiro que é ex-baixista da banda Ventre, por meio de um convite feito pela banda - que já admirava seu trabalho - com uma mensagem no Facebook. 

Com o intuito de divulgar cada vez mais o projeto, João conta que, atualmente, a banda está focada em rodar o Brasil em turnê ainda este ano, com um show de lançamento previsto para março, no Teatro da UFF. 

“Queremos rodar alguns estados como São Paulo e Minas Gerais, para tentar expandir um pouco nossos horizontes territoriais. Principalmente São Paulo, que é um estado que abraça bastante um som mais alternativo. Fora isso, temos muitas composições já feitas, mas ainda não arranjadas. Pretendemos arranjar essas composições ao longo do ano para, quem sabe, lançar um EP, e fazer vídeos”, adianta.

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