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Moda, Agora!

Editor do Segundo Caderno de O Fluminense, Júlio Honaiser é apaixonado por moda. Para ele, esse universo que reflete como uma sociedade se porta ou deseja se portar. E-mails para esta coluna: julio.honaiser@ofluminense.com.br

Arriba, Chanel!

Primeiro desfile da Channel na América Latina reúne famosos em Havana

À esquerda, cadillacs levaram os convidados ao desfile. Acima, Gisele Bündchen em modelito fresco.

Foto: Divulgação

Celebridades como a supermodelo Gisele Bündchen, o ator americano Vin Diesel e a ex-editora-chefe da revista Vogue Paris, Carine Roitfeld, atenderam na terça-feira, dia 3, ao chamado da Chanel para presenciar em Cuba seu primeiro desfile na América Latina, em uma reunião de famosos nunca antes vista em Havana, mais precisamente no emblemático Passeio do Prado, uma espécie de calçadão da capital cubana, sob um calor de 35 graus. O espaço recebeu 600 convidados, que se sentaram ao longo de uma passarela de 160 metros. Moradores da região se aglomeravam nas sacadas das casas ao redor do desfile para ver, também em primeira mão, o espetáculo. 

A coleção cruiser que Karl Lagerfeld criou para a maison francesa é uma ode a Cuba: várias referências à história e cultura do país, como a boina de Che Guevara bordada em paetês, estampas de cadillacs coloridos em vestidos de seda, modelos fumando charuto na passarela, calças e vestidos de crochê (artesanato muito usado no país), minivestidos nas cores amarelo, menta e pêssego, combinando com os carros que levaram os convidados e camisetas com Coco Cuba escrito. Tudo leve, chique, a cara da grife.

Na passarela, carros e casas antigas de Havana inspiraram a paleta de cor. São tons pastel e vivos sobre peças masculinas e femininas que fazem, inclusive, referência à guayabera – tradicional camisa usada por Fidel Castro e pelos revolucionários cubanos.

Nos últimos anos, a Chanel instaurou como costume apresentar as propostas de sua coleção cruiser em paraísos turísticos ao longo do mundo. A marca já passou por Miami, Veneza, Cingapura, Dubai e Seul. 

O país, que sempre buscou ser sinônimo de igualdade social e desapego material, recebeu um dos eventos mais comentados da moda no ano e é impossível não analisar a empreitada da Chanel através de um olhar sociológico. Recentemente o país comunista viu o fim do embargo comercial protagonizado pelos Estados Unidos, o que significa a possibilidade de abertura econômica da ilha caribenha ao capital mundial.

O que isso significa em termos sociais ainda não sabemos. Cuba é conhecida pelos contrastes: um povo de renda quase ínfima, completamente alheio aos avanços tecnológicos e do próprio capital, mas que pode gozar de saúde e educação absolutamente para todos.

As estampas em clima tropical chic marcaram o desfile da Chanel

Foto: Divulgação

Claire Danes foi o destaque em seu vestido Zac Posen que brilhava no escuro

Foto: Divulgação

O baile dos excessos 

O baile de gala do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, que acontece sempre na primeira segunda-feira de maio, é sempre um dos eventos mais esperados quando o assunto é moda. Muito mais do que no Oscar ou no Globo de Ouro, é no baile de gala do MET que os famosos costumam ousar mais quando se trata da escolha dos looks.Nesta segunda-feira, dia 2, não foi diferente: de Beyoncé a Madonna, passando por Alicia Vikander, Kim Kardashian, Selena Gomez, Taylor Swift, Kendall Jenner e Kylie Jenner, entre outras, o que se viu no tapete vermelho do MET foi um desfile de looks nada discretos. Vamos a eles:

Kim Kardashian e Kanye West apostaram no futurismo

Foto: Divulgação

Beyoncé usou um Givenchy plastificado

Foto: Divulgação

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