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Beth Carvalho morre aos 72 anos

Sambista com mais de 50 anos de carreira e dezenas de discos estava internada desde 8 de janeiro e sofreu septicemia

Beth carvalho, a madrinha do samba, deixa legião de fãs de todas as idades

Divulgação

Morreu na tarde desta terça-feira (30) a cantora e sambista Beth Carvalho, aos 72 anos. Segundo o Hospital Pró-Cardíaco, no Rio, onde ela estava internada desde 8 de janeiro, a causa da morte foi septicemia, infecção generalizada. Com mais de 50 anos de carreira e dezenas de discos gravados, Beth Carvalho era considerada madrinha de artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão.

Um problema na coluna já afligia a cantora havia algum tempo. Em 2009, Beth Carvalho chegou a cancelar sua apresentação no show de réveillon, na Praia de Copacabana, por causa de fortes dores. Em 2012, a cantora se submeteu a uma cirurgia na coluna. No ano seguinte, Beth foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, no carnaval de São Paulo, mas não participou do desfile por motivos de saúde. Lu Carvalho, sobrinha de Beth, foi quem representou a tia na ocasião.

Em 2018, com a mobilidade cada vez mais reduzida Beth fez uma apresentação histórica. Ao lado do grupo fundo de Quintal ela mostrou sua força ao cantar deitada seus sucessos no show “Beth Carvalho encontra Fundo de Quintal – 40 anos de pé no chão”.

Talento desde cedo - Elizabeth Santos Leal de Carvalho nasceu no Rio, em 5 de maio de 1946. Aos 8 anos apareceram o gosto pela dança e o primeiro violão, que ela ganhou dos avós. Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música “Por quem morreu de amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Seu grande sucesso, “Andança”, é o título de seu primeiro LP, lançado em 1969.

Beth participou de quase todos os festivais de música da época. Em 1968, conquistou a terceira posição no Festival Internacional da Canção (FIC), justamente com “Andança”.

A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano e emplacou vários sucessos como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho”, “Coisinha do Pai”, “Firme e Forte” e “Vou Festejar”. Também gravou composições de Cartola, como “As rosas não falam”, e “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho.

A cantora fez inúmeras apresentações em cidades ao redor do mundo, subiu ao palco do Carnegie Hall, em Nova York, e até teve sua música reproduzida no espaço sideral. Em 97, “Coisinha do pai” foi programada pela engenheira brasileira da NASA, Jacqueline Lyra, para “despertar” um robô em Marte.

“Lamento profundamente a morte de Beth Carvalho, uma das melhores e mais importantes cantoras do nosso país. Seus sambas embalaram da minha infância até os dias de hoje. Na sua longa e bem sucedida carreira musical, essa grande intérprete do samba carioca reuniu, ao longo de cinco décadas, fãs de todas as idades, unindo o país em torno da beleza da sua voz e das suas canções”, disse o governador Wilson Witzel. 

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