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Cultura LGBT+ vista na telona

De quinta a domingo, acontece no Reserva Cultural o ‘Dialogay, respeito na diversidade’, com filmes e documentários

Abrindo o armário

Foto: Divulgação

Junho é o mês de comemoração do orgulho LGBT+, mas, muito além de festas, o período serve também para falar dos avanços e retrocessos que a comunidade enfrenta, assim como toda a sua pluralidade sexual e de gênero. Tendo isso em pauta, o Ponto Cine realiza de quinta a domingo (9), sempre a partir das 21h, e com entrada franca, a segunda edição da mostra de cinema “Dialogay, respeito na diversidade”, que acontece no Reserva Cultural de Niterói.

Foram selecionados cinco filmes documentários que abordam temas da população LGBT+, que propõem furar a bolha da comunidade e conversar com todas as pessoas da sociedade e, assim, conquistar o respeito tão desejado e necessário.

“Nossa programação é dedicada exclusivamente ao cinema brasileiro, que é uma tela de reflexão para as nossas histórias. Através dele, a gente consegue se identificar e refletir sobre nossas questões. Fiz uma curadoria para que as pessoas pudessem se identificar, para que pudessem se reconhecer nessas histórias. Essa segunda edição da mostra traz uma perspectiva de discussão a partir da realidade, como um projeto documental, que a gente possa ter dados e uma linguagem objetiva para discutir e produzir reflexões a partir de histórias reais e de pessoas reais”, explica o curador da mostra, Wallace Rocha. 

Trans

Foto: Divulgação

Após a exibição dos filmes, o “Dialogay” promoverá debates entre convidados e espectadores sobre pautas da comunidade LGBT+. 

Abrindo a mostra hoje, o documentário “Trans”, de Renata Baldi e Fernanda Dedavid, apresenta depoimentos de pessoas trans que reivindicam o direito pela liberdade de seus corpos. A seguir, “A Luz do Dia”, de Elaine Coutrin e Felipe Murgas, aborda as dificuldades enfrentadas por travestis e transexuais na procura por um emprego formal. O debate do dia – com o tema “Como o mercado de trabalho lida com a comunidade LGBT+” – conta com as diretoras Renata Baldi e Fernanda Dedavid, a advogada Giowana Cambrone e a museóloga Karina Muniz Viana.

Amanhã, será exibido o documentário “Meu Corpo é Político”, que acompanha o dia a dia de quatro militantes que vivem na periferia de São Paulo. A direção é de Alice Riff. Com o tema “A cidade recebe os corpos da diversidade”, o debate do dia recebe Wallace Terra, diretor e performer, o diretor do Grupo Diversidade Niterói (GDN), Felipe Carvalho, e Bruna Max, que também é membro do GDN.
viverra.

Bixa Travesty

Foto: Divulgação

No sábado (8), “Abrindo o Armário”, de Dario Menezes e Luiz Abramo, traz através de entrevistas e performances um retrato aprofundado sobre os processos de libertação e conquistas da independência no meio LGBT+ no País. O debate “O empoderamento a favor do diálogo” conta com as participações do produtor e jornalista Leonardo Rivera, da produtora Jaqueline Neves e da pesquisadora Ana Clara Ribeiro Lages.

Fechando a programação no domingo (9) haverá a exibição inédita do longa “Bixa Travesty”, destaque da mostra. O longa tem direção de Kiko Goifman e Claudia Priscila, e mostra a vida e perfil da cantora trans brasileira Linn da Quebrada, grande revelação na cena musical, além de ter um discurso bastante engajado, quebrando paradigmas e estereótipos. O debate “Os corpos LGBT+ se comunicam na arte e no mundo” conta com a fala do cantor e compositor Caio Prado, do músico Luis Capucho e da diretora de igualdade social do GDN Eula Rochard. 

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