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Déficit de atenção em pauta

Autora conta os desafios enfrentados com a filha diagnosticada com TDA, da infância até a vida adulta

Margarete A. Chinaglia traz sua vivência para elucidar outras mães

Foto: Divulgação

Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe. É com essa frase que a farmacêutica Margarete A. Chinaglia resume o enredo do seu livro “Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe” (Bonecker). A autora diz que pretende ajudar outras famílias que passam pelo mesmo problema, revelando todos os desafios que enfrentou com a sua filha, desde o diagnóstico na infância até a fase adulta.

A vivência a incentivou a escrever o livro com o propósito de ajudar outras pessoas que vivem o mesmo drama. Chinaglia diz que a obra ficou guardada por quatro anos depois de ter terminado de escrever. O receio era com a exposição da sua família, principalmente da filha.

No prefácio, a autora preferiu usar o desabafo nas próprias palavras da filha como relato de quem convive com o transtorno na pele todos os dias: “Para mim, vivenciar o TDA foi uma mistura de emoções muito grande: ora depressão ora medo ora intimidação. Às vezes, interminável. Outras, impossível de vencer.” 

Para muitas pessoas o TDA é uma doença que não existe. Por que, na sua opinião, isso ainda acontece?
Acredito que, ainda nos dias atuais, há dúvidas sobre a existência da doença por variadas razões, desde a falta de conhecimento científico, desinformação e até mesmo pelo rótulo imposto pela sociedade de ser “falta de educação”. Também porque a doença não é “palpável”, ou seja, diagnosticada através de um exame.

Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe

Foto: Divulgação

O que você considera a maior dificuldade enfrentada pelos pais com filhos nessa condição?
A primeira dificuldade é a inclusão da criança na comunidade escolar. A inclusão vai muito além de aceitar a criança na escola, este é apenas o princípio. Ela passa na escola muitos anos da sua vida, e lá ocorre parte da sua formação. Outra dificuldade é o enfrentamento da baixa autoestima do portador da doença. Para os pais, isto é muito triste: ver e sentir seu filho excluído ou diminuído por não conseguir evoluir em algumas coisas. 
 
Trocar experiências pode ajudar?

Trocar experiências é muito importante, porque você amplia seu conhecimento e desenvolvimento sobre o assunto, porém cada criança tem suas peculiaridades e formas de responder aos estímulos diferentes.
 
Acha que seu livro terá que impacto para famílias e amigos de portadores do TDA? 
Meu livro irá promover impacto, porque ele narra a história do diagnóstico à fase adulta, demonstrando as situações vividas, o desespero, o medo do desconhecido, a insegurança e o mais importante: que, apesar de tudo, sobrevivemos e conseguimos ajustar os eixos no caminho da felicidade. Aceita que dói menos! Use o que você tem como vantagem para os melhores direcionamentos. 

Prêmio Sesc de Literatura 

O Prêmio Sesc de Literatura abre hoje as inscrições para a edição 2019. Os autores estreantes podem concorrer nas categorias Romance ou Conto, com obras inéditas. Serão aceitos livros destinados ao público adulto e escritos por maiores de 18 anos. As inscrições gratuitas e feitas online vão até o dia 14 de fevereiro. O edital com o regulamento completo pode ser conferido em www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc. 

Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. 

Contos e Letras. Uma passagem pelo Tempo

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Contos e Letras. Uma passagem pelo Tempo - Litteris - O compositor Paulo Sergio Valle aos 78 anos lança livro relembrando sua trajetória. São narrativas saborosas que cobrem 70 anos de histórias e as canções que fez ao lado de grandes nomes da bossa nova, da MPB e do rock. Valle é coautor de “Samba de Verão”, “Viola Enluarada” e “Preciso aprender a ser só”, entre outras. 

Intimidade com Deus

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Intimidade com Deu – Mundo Cristão - A narrativa bíblica aponta o momento da “queda” como crucial para compreendermos a condição humana. Rompemos com Deus e, desde então, experimentamos um vazio que somente o Criador pode preencher. Como esse vazio pode ser satisfeito? O autor promete guiar o leitor numa jornada em busca da real intimidade com Deus. 

Lá não existe lá

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Lá não existe lá – Rocco - Estreia literária do americano descendente de indígenas Tommy Orange e um dos livros mais aclamados de 2018. Uma narrativa exuberante e inovadora sobre identidade, tradição e tragédia pelos olhos de 12 personagens, “índios urbanos” da Califórnia, cujas histórias vão convergir no “Grande Powwow de Oakland”, tradicional evento da cultura indígena. 

Invente alguma coisa

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Invente alguma coisa – Leya - Contos em que os absurdos da vida e da morte se apresentam em sua plenitude. Sarcásticas e intensas, as 23 histórias representam tudo o que os leitores amam e esperam do autor de “Clube da Luta”. Com seu estilo transgressor, Chuck Palahniuk revela uma sociedade corrompida e imersa em preconceitos, descortinando como ninguém as patologias do mundo moderno. 

Refúgio no sábado

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Miriam Leitão lança livro de crônicas

A premiada jornalista Miriam Leitão, conhecida por sua cobertura jornalística do cenário econômico brasileiro e internacional, reúne pela primeira vez em um livro suas crônicas, escritas para o blog de seu filho Matheus Leitão e publicadas aos sábados. 

O título faz jus aos momentos em que a jornalista se desliga do mundo e dos temas corriqueiros da profissão, e faz da escrita para o blog uma válvula de escape.  

Miriam relata, em 102 textos, diversos momentos de sua vida, desde a infância, quando por meio da leitura de grandes nomes da literatura brasileira descobriu sua vontade de ser cronista, a momentos em que se viu em situações complicadas durante viagens a trabalho. 

Com uma escrita bem elaborada, fala sobre o passado e a evolução do jornalismo, relata seu papel de avó, as curiosas abordagens que recebeu como escritora de livros infantis e até mesmo sobre conversas corriqueiras e pensamentos cotidianos. Sobre a leitura: em sua maioria crônicas leves e divertidas, às vezes um tanto melancólica, capaz de causar reflexões. O gênero literário permite a façanha.

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