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De volta ao país do afeto

Morando na França há 40 anos, a cantora brasileira Evinha traz sua voz, nesta quarta, ao palco do Teatro da UFF

Acompanhada do seu esposo e pianista, Gerard Gambus, cantora traz no repertório canções marcantes da música brasileira, de nomes como Guilherme Arantes, Caetano Veloso, Ronaldo Correa, etc

Foto: Divulgação/Robson Galdino

Nesta quarta (13), às 16h, a cantora Evinha, que mora na França há 40 anos, vem ao Teatro da UFF para apresentar o repertório do seu álbum “Uma voz, um piano”, acompanhada do seu esposo e pianista, Gérard Gambus. 

No repertório estão presentes canções marcantes da música brasileira, algumas compostas exclusivamente para o disco, lançado em 2016, por nomes de peso como Guilherme Arantes, Caetano Veloso, Ronaldo Correa, Antonio Adolfo, Tibério Gaspar, entre outros.

“Quando pensamos em fazer o disco ‘Uma voz, um piano’, junto do produtor Thiago Marques Luiz, os primeiros compositores que eu pedi para compor foram o Antonio Adolfo e o saudoso Tibério Gaspar. A aceitação foi imediata. Eles fizeram as músicas, seguidos de Ivan Lins, Dalto e muitos outros compositores marcantes da música popular brasileira. Eles têm muito carinho comigo e eu adoro esses compositores.

Então, todo o repertório foi surgindo espontaneamente. A gravação do disco também foi muito prazerosa. Quem toca é o Gérard, que é meu companheiro e marido. Ele toca superbem, é um ótimo arranjador e excelente pianista. Tudo ocorreu muito naturalmente”, lembra a cantora.

A oportunidade de Evinha vir ao Brasil partiu dela mesma, que sempre volta para visitar a família e fazer apresentações.  

“Eu já moro na França há quase 40 anos. E vai ser um evento muito legal, porque eu estou vivendo mais tempo lá do que eu vivi no Brasil. Fico superorgulhosa de ter uma dupla nacionalidade. Meu país de adoção é a França, mas eu sempre tive a sorte de vir ao Brasil para visitar a família e, nesse meio tempo, as pessoas não me esqueceram. A cada vez que eu quero me apresentar no Brasil, ligo para um produtor e eles fecham shows para a gente. Essa sorte eu sempre tive na minha carreira, desde que comecei”, explica.

Eva Correia José Maria – seu nome de batismo – lembra da sua carreira com muito orgulho, já que carrega nas veias o sangue de uma família que, mesmo antes dela, já se dedicava a música na cidade do Rio de Janeiro, como o Golden Boys, grupo formado pelos seus irmãos mais velhos Ronaldo, Renato e Roberto Corrêa, e seu primo Valdir Anunciação, que começaram a cantar em 1958; e o Trio Esperança, o qual fazia parte, junto de seus irmãos Mário e Regina.  

“Eu nasci praticamente cantando. Comecei a carreira muito cedo, com meus irmãos, no Trio Esperança. Começamos a cantar graças aos meus irmãos mais velhos, os Golden Boys, porque eles começaram muito cedo também. Depois de tantos anos dedicados à música, eu avalio essa relação com muito otimismo, porque ela sempre fez parte da minha vida desde os oito anos e continua até hoje. Para mim, os ensaios, shows, entrevistas não são uma rotina, muito pelo contrário. A cada vez que fazemos um show, é como se fosse a minha primeira apresentação. É muito prazeroso poder encontrar o público e ter essa comunhão com eles. Não existe rotina para mim, a gente ensaia o tempo todo para darmos o nosso melhor”, esclarece Evinha.

Segundo ela, que em setembro deste ano completou 67 anos, não existe possibilidade de uma parada na música. 

“Eu me sinto uma jovem idosa. Enquanto eu tiver saúde – e eu tenho uma boa saúde – e alegria de cantar, eu vou cantar. O futuro dentro da música existe para mim, com certeza. Vamos ver para onde o destino vai nos levar. Ele já me levou para tão longe, eu nunca pensei em morar na França, há 10.000 km do Brasil. Graças a Deus eu sou superfeliz na vida e na música. Lá na França, nós fizemos uma carreira também, com a terceira formação do Trio Esperança, composto por Regina, Marizinha e eu. Com os arranjos do Gerard, nós andamos pelo mundo inteiro fazendo shows. É um prazer enorme fazer isso, porque eu não sei fazer outra coisa. Cantar é o que eu sei fazer de melhor, a música é a minha vida”, declara.

O Teatro da UFF fica na Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí. Quarta-feira, às 16h. Preço: R$ 60 (inteira). Classificação: 10 anos. Telefone: 3674-7512. 

 

 

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