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Destino musical: Suíça

Marvio Ciribelli se prepara para fazer show no “Montreux meets Brienz”, que acontece na Europa de 25 de julho a 2 de agosto

O músico niteroiense leva com ele uma turma de talentos. Entre eles: Andreia Brandão, Bernard Fines, Mylena Ciribelli, Denisson, Célio de Carvalho e Ju Cassou

Foto: Divulgação/Evelen Gouvêa
 

Após participar do Java Jazz Festival – um dos maiores festivais de jazz do mundo –, em março, na Indonésia, e do Santa Jazz, em junho, aqui no Espírito Santo, Marvio Ciribelli parte para a Suíça, onde acontecerá o festival “Montreux meets Brienz”, de 25 de julho a 2 de agosto. 

Lá, apresentará um repertório variado, representando bem a música brasileira ao lado de seis artistas que tocarão o melhor do samba-jazz, bossa nova e chorinho, em uma edição muito significativa do festival.

“Para tocar comigo na comemoração de 25 anos do Festival Montreux meets Brienz eu convidei minha irmã, a Mylena Ciribelli; convidei a Andreia Brandão, que também vai fazer dois shows comigo em Luxemburgo antes do festival; a Ju Cassou, que é cantora e pianista e, inclusive, estudou com Luizinho Eça, que também foi meu professor; o Célio de Carvalho, um pianista brasileiro que mora na Noruega; o Denisson, um saxofonista de São Paulo; e o Bernard Fines, um jazzista francês”, conta Marvio. 

Apesar da temática do festival já ter sido escolhida, Marvio explica que a escolha do repertório acontece muito naturalmente no momento da apresentação, a partir da sua interação com os músicos e com a plateia. 

“Eu sempre toco pensando em quem está assistindo ao show. Mudo o repertório de acordo com o que eu vou percebendo nas pessoas, se elas estão gostando ou não. Tanto que minhas partituras são todas em ordem alfabética, eu não estabeleço uma ordem concreta porque estou sempre mudando. Por exemplo, de repente, nós estamos esperando um público muito pouco informado, até que descobrimos que ele saca tudo em termos de música, aí já podemos puxar no repertório. Já não nos preocupamos muito com as músicas mais conhecidas”, argumenta. 

A história de Marvio com o festival não é de agora. O festival – desde os primórdios –, assim como a própria cidade de Montreux, foi palco de importantes momentos de sua carreira, proporcionando ao músico niteroiense apresentações memoráveis e a gravação de três álbuns. 

“Participei da inauguração desse festival há 25 anos, quando fui tocar no festival mais importante do mundo naquela época, que se chama ‘Montreux Jazz Festival’ – nome da cidade Suíça onde acontece. Toquei lá três vezes e gravei três discos ao vivo. A organização do festival fez um acordo com a cidade de Brienz, que fica nos Alpes Suíços, onde começou a receber o pessoal que ia se apresentar no Festival de Montreux, daí que surgiu o nome ‘Montreux meets Brienz’”, lembra o instrumentista. 

Marvio é um verdadeiro workaholic da música. Em toda a sua carreira, já coleciona 18 discos gravados. 

Para tocar com o cantor na comemoração de 25 anos do Festival Montreux meets Brienz, convidou sua irmã, a Mylena Ciribelli

Foto: Divulgação

Este ano, está lançando dois álbuns: “Vogue Samba Jazz”, com composições autorais e releituras de artistas como Ernesto Nazareth – cuja obra fez parte dos primeiros passos do instrumentista na música, quando ainda aprendia o choro – e Zequinha de Abreu; e “Focus and Friends-Beyond The Horizon”, que Marvio gravou com o grupo de rock progressivo Focus, sucesso desde os anos 70. Ele lembra com orgulho do início da sua relação com a música. 

“Eu comecei tocando na Orquestra do Abel, e lá o repertório era muito variado. Passei a me interessar mais pela música brasileira através do choro. Estudei com alguns pianistas da época da Bossa Nova, como o Luiz Eça – que já morreu há um tempo – e o Antonio Adolfo, que ainda está na ativa, lançando discos. Lá no Rio, estudei com o húngaro Ian Guest, que é o cara da harmonia. Na época, não tinham universidades no Brasil que fossem voltadas ao ensino da música popular brasileira, então nós tínhamos que aprender com professores particulares”, revela. 

Apesar da formação clássica e popular, Marvio deixou de lado a música clássica. Hoje, ele usa música clássica apenas como veículo de estudo, para praticar técnicas ou ensinar nas aulas que ministra. 
“Não sou um cara que consegue pegar uma partitura e tocar a mesma música hoje, amanhã e depois. Eu toco agora, daqui a uma hora eu toco diferente, depois eu toco diferente de novo. Eu gosto de inventar. O grande barato é você conseguir tirar de uma informação mais informações”, confessa.

Uma das apresentações do “Montreux meets Brienz” será em homenagem a Luiz Eça, em que, junto da Ju Cassou, Ciribelli apresentará as composições do pianista e compositor.

De lá, em setembro, ele partirá para dois festivais seguidos em Minas Gerais: o Ipatinga Live Jazz e o Mauá Jazz. 

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