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Djavan: ainda em busca do frescor

Cantor desembarca dia 8 no Caio Martins com a turnê ‘Vesúvio’

A turnê nacional “Vesúvio” privilegia o 24º álbum homônimo do cantor, lançado no fim do ano passado, além de sucessos como “Se” e “Samurai”

Fotos: Divulgação / Léo Aversa

Com mais de 40 anos de carreira, inúmeros hits e uma legião de admiradores que ultrapassa gerações, o cantor e compositor Djavan desembarca em Niterói no próximo sábado (8) para apresentar seu novo show “Vesúvio”, no Ginásio Caio Martins. 

A turnê nacional “Vesúvio” privilegia o 24º álbum homônimo do cantor, lançado no fim do ano passado. Além de faixas do novo disco, como “Solitude”, “Cedo ou Tarde” e a faixa-título, Djavan não deixa de fora grandes sucessos, como “Se”, “Flor do Medo”, “Eu Te Devoro”, “Samurai”, “Lilás”, “Flor de Lis”, entre outros. 

Com direção do próprio Djavan, o show tem cenário de Suzane Queiroz, luz de Binho Schaefer e figurino de Roberta Stamato. A banda é composta por companheiros de longa data do artista, como o guitarrista João Castilho e os pianistas Paulo Calasans e Renato Fonseca, e dois novos integrantes, o baixista Arthur de Palla e o baterista Felipe Alves. 

“O que há de diferencial nesta turnê é o fato dela ser mais pop, ou seja, os arranjos são mais fluidos e dançantes. Ela envolve as músicas do disco novo, clássicos de todas as épocas e músicas que nunca cantei ou não costumo cantar ao vivo, como por exemplo “Nuvem Negra”, uma música que nunca cantei em shows e nunca gravei oficialmente. Há uma gravação na internet onde eu, Chico Buarque e Gal Gosta a cantamos, mas em shows de turnê nunca cantei. “Quero-Quero” é uma música que só cantei lá em 1994, “Baile” também é uma música que só cantei na época do lançamento. Enfim, é um repertório bem dinâmico, que representa aquilo que a gente busca: a interação entre palco e plateia”, revela Djavan. 

Dizer que “Vesúvio” é um disco pop não significa que se trata de um trabalho comercial, efêmero ou similar ao que reconhecemos como música pop. Segundo Djavan, a proposta foi fazer um álbum em que sua mensagem chegasse de forma mais clara e fluida para as pessoas. Sem contar na diversidade sonora e lírica, que está presente em seu trabalho desde sempre.  

“Recebi o conselho de muita gente de lançar menos músicas. Mas eu não faço isso, não me satisfaria. Para mim, é importante produzir 12 canções, que viram uma obra. Além de eu gostar de fazer isso, eu preciso fazer isso! Não ligo muito para o mercado ou vendas, e, sim, com obra que a gente vai construindo, buscando frescor e novidades. É algo que sempre farei enquanto estiver interessado neste processo”, argumenta o cantor. 

Neste novo trabalho, Djavan não deixa de tocar em assuntos urgentes à nossa sociedade, como política. Em “Solitude”, por exemplo, ele reflete sobre o momento de incerteza que estamos vivemos no País e no mundo. Nos versos “Vidas fardos/Meros dados/Incontáveis casos/De desamor/Quanta dor/Muita dor/Quem é que sabe/O quanto lhe cabe/Dessa solitude?/Por isso a hora/De fazer é agora/Tome uma atitude”, ele aborda de forma sutil e poética, nossa situação. Djavan conta que esta foi a última canção que ele compôs para o álbum, e assim como tudo o que tem feito nos últimos 15 anos, a música nasceu antes da letra.  

“Sou um artista brasileiro, vivo em um País carente de muita coisa, e discutir temas que sejam pertinentes ao povo é uma coisa que acontece muito naturalmente, assim como escrever sobre amor”, comenta o artista, que acrescenta sobre escrever e cantar o tema mais abordado na música: “Falar de amor é uma necessidade natural e um desafio ao mesmo tempo. Todos os artistas do mundo falam de amor. Por quê? Amor é a essência de tudo, é começo, meio e fim. Não dá pra você subtrair um tema como esse em livros, música, poesia, etc. O amor é o que rege a vida”, conclui.

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Comentários

Elson Luiz
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