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Embates, conversas e reconciliações entre irmãs

Peça ‘A Ponte’ é estrelada pelas atrizes Maria Flor, Bel Kowarick e Debora Lamm

“A Ponte” é uma adaptação inédita no Brasil do texto original do premiado autor canadense Daniel Maclvor

Foto: Divulgação / Ismael Monticelli

Está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro do Rio, o espetáculo “A Ponte”, adaptação inédita no Brasil do texto original do premiado autor canadense Daniel Maclvor.

Com direção de Adriano Guimarães, a peça “A Ponte” é estrelada pelas atrizes Maria Flor, Bel Kowarick e Debora Lamm, e nos transporta para uma cozinha, lugar onde muitos momentos familiares ocorrem, sejam conversas, brigas ou reconciliações. E é exatamente o que nos é apresentado. A trama conta o recorte de uma história de três irmãs com vidas completamente diferentes, que se veem na necessidade de se reunirem para cuidar da mãe que está à beira da morte. 

Louise (Flor) é a irmã mais nova, que ainda mora com a mãe, e é introspectiva e muito ligada ao mundo virtual. Theresa (Kowarick), a irmã mais velha, é uma freira que vive num retiro religioso. Agnes (Lamm), é a irmã do meio, uma atriz em declínio que retorna à casa da mãe. 

Em meio ao momento delicado em família, o encontro entre irmãs começa a revelar uma série de questões mal resolvidas. 

“A peça fala de uma necessidade de diálogo entre pessoas que são muito diferentes, que tem perspectivas distintas mas uma mesma criação, um mesmo lugar de partida. E por isso elas têm que se entender e tentar se comunicar”, conta Maria Flor, que teve a iniciativa de fazer parte desta adaptação exatamente por falar da complexidade das relações humanas, sobretudo em família, em um momento onde o diálogo com o próximo se mostra esquecido.

Com a personalidade forte da personagem de Debora Lamm, o público ganha conhecimento das diferenças entre as irmãs, das mágoas do passado e do movimento de mudança que as três acabam passando, revelados em diálogos pontuais, afetivos e com pitadas de humor.

“Cada personagem tem sua importância dentro da narrativa. Acho que o desequilíbrio de Agnes por conta da sua história traz pra narrativa um grande conflito em relação à mãe que está morrendo e portanto a urgência de se resolver a situação”, explica a atriz.

“A Ponte” fica em cartaz até o dia 12 de agosto, com sessões de quinta a segunda, às 19h30. 

O CCBB fica na Rua Primeiro de Março, 66, no Centro do Rio.  Até 12 de agosto; de quinta a segunda, às 19h30. Preço: R$ 30 (inteira). Classificação: 12 anos. Telefone: 3808-2020.

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