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Entre o erudito e o popular

Sala Leila Diniz é palco da série ‘Concertos na Imprensa’, com o Quinteto Aprendiz ‘Piano Entre Cordas’, dia 30

Quinteto é composto pelos violonistas Ryan Sampaio e Joseph Hamilton, pelos violoncelistas Patrick Rodrigues e Samuel Hamilton, e pelo pianista Marcílio José Meira

Divulgação

Enaltecendo e propagando a música clássica na cidade, a Sala de Cultura Leila Diniz será palco da abertura da série “Concertos na Imprensa”, com o Quinteto Aprendiz “Piano Entre Cordas”, que se apresenta na próxima quarta-feira (30), às 12h30. 

Composto pelos violonistas Ryan Sampaio e Joseph Hamilton, pelos violoncelistas Patrick Rodrigues e Samuel Hamilton, e pelo pianista Marcílio José Meira, o grupo se apresenta pela primeira vez junto nesta formação como O Quinteto Aprendiz “Piano Entre Cordas”. 

“Já tocamos juntos, mas geralmente em grupos maiores. Essa formação possibilita uma apresentação mais intimista, no estilo de música de câmara. A ideia desse grupo veio do convite dos coordenadores Fátima Mendonça e Daniel Oliveira, na intenção de proporcionar essa atmosfera a nós e à plateia de solistas ao piano. É uma sensação bem diferente da habitual”, explica o violoncelista Samuel Hamiltom, que está bastante animado com a abertura da temporada de concertos deste ano: “É o primeiro concerto do ano, e apesar das atividades regulares ainda não terem retornado, nós estamos preparando num ritmo tenaz, estamos ensaiando desde a segunda semana do mês com bastante foco, e temos ainda mais três ensaios pra fechar as arestas e dar os detalhes finais. Vejo todos se empenhando, e até nós nos surpreendemos com a qualidade que de início notamos no grupo, principalmente nas peças de duo com piano, então estou bem animado e estamos deixando tudo bem caprichado”.  

Segundo o músico, o repertório está bem rico, com peças da música erudita e popular brasileira, passando pelo repertório erudito com os compositores europeus, até uma peça de sua própria autoria “Me dê a mão”, canções nacionais como “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá e Antônio Maria, buscando também apresentar obras clássicas como “Ária” de G. B. Pergolesi. Todas as peças, com exceção a de Samuel, são com acompanhamento de piano, por isso o nome “Piano entre Cordas”. 

O Programa Aprendiz – Música na Escola, é um programa da Prefeitura de Niterói que ensina música nas escolas de rede municipal. Ele existe há 17 anos, e, atualmente, está presente em 20 escolas da rede, atendendo 2.700 alunos. É um dos maiores programas de musicalização do país, e é um dos poucos programas onde todas as atividades são gratuitas, incluindo o material didático, uniforme e o empréstimo dos instrumentos musicais para uso nas ações do programa. A sede fica no Centro de Niterói, e funciona como um conservatório de música. Atualmente, o Programa Aprendiz – Música na Escola conta com sete orquestras, sem falar nos grupos menores. 

“O ano de 2019 promete muito para a gente. Estamos com muitos projetos especiais, um deles é essa série mensal que a gente faz na Sala Cultural Leila Diniz, que é muito para a gente, e todos os alunos do programa tocam lá em algum momento. Nessa fase de férias, a gente seleciona alunos mais avançados que fazem música de câmara – grupos pequenos –, entre eles o “Piano Entre Cordas”, com alunos que já estão na faculdade e apresentam um repertório mais profissional, misturando clássico com popular”, revela o coordenador Daniel Oliveira, que ressalta a importância de manter viva a música clássica nos dias atuais: “Onde que um menino de comunidade, que estuda em colégio público, vai aprender música clássica? A maioria dos brasileiros, principalmente das classes C e D, nunca viu um instrumento como o violino de perto. É uma tradição mais antiga que o próprio País, a gente fala de linguagens e códigos de uma tradição da música ocidental que tem mais de 500 anos de idade, então isso é muito importante. A música clássica tem uma tradição catedrática, então isso tem um poder por ter sobrevivido todo esse tempo. Quem vê uma orquestra ao vivo, sabe a força que tem, isso mexe com o ser humano. Para uma criança, pode ser um divisor de águas, por isso é importante a gente ter acesso a todo tipo de música, principalmente música clássica”, finaliza.

 
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