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Funk acelerado faz a cabeça dos jovens

Rennan da Penha lidera o grupo para a mudança do ritmo carioca

O DJ e produtor Rennan da Penha já é conhecido dentro e fora do Brasil

Foto: Divulgação
 

“Esse hit é chiclete na tua mente vai ficar”. Esse e outros diversos funks produzidos pela nova geração de DJs do Rio de Janeiro são sucessos absolutos nas noitadas e nas comunidades cariocas.

O Estado do Rio de Janeiro sempre foi a capital nacional do funk. De uns anos para cá, as coisas foram mudando, principalmente na questão da principal estrela do ritmo. Os DJs da nova geração, liderados por Rennan da Penha, FP e Kim Quaresma, tomaram o protagonismo da cena e hoje são mais requisitados em eventos do que os tradicionais MCs.

O momento que marcou essa reviravolta foi quando começaram a introduzir uma novidade que eles chamam de “ritmo louco”. A tradicional batida do funk carioca saiu dos 130 BPM (Batidas Por Minuto, em outras palavras, a velocidade da música) para o 150 BPM, criando um efeito mais frenético para o funk. 

O DJ e produtor Rennan da Penha faz questão de levantar a bandeira do ritmo acelerado, que ainda enfrenta muita resistência, principalmente dos produtores da antiga. Ele comanda o Baile Do Rennan Da Penha pelo País e o Baile da Gaiola, no Rio.

DJ FP faz parte do grupo como uma das lideranças

Foto: Divulgação

O Baile Do Rennan Da Penha 10 Anos foi lançado, oficialmente, no dia 10 de março, no Baile Da Gaiola e atrai uma multidão para o bairro da Penha, Zona Norte carioca. Uma tenda no meio da rua, com gelo seco e muita animação, está fazendo moda, ultrapassando as fronteiras nacionais, através de craques que exportaram para o mundo, principalmente para a Europa, o som do Rennan.

Em seus bailes, é comum a presença de famosos, entre eles, jogadores de futebol, influenciadores digitais e artistas. 

Os cantores famosos estão começando a entrar no clima. Depois de Ludmilla, quem também resolveu aderir ao aceleramento do funk para o 150 BPM, foi Nego Do Borel. O primeiro videoclipe produzido pelos cariocas foi “Até embaixo”, de MC Moisés da Torre, que foi distribuído pelo canal de Rennan da Penha e conta, hoje, com um pouco mais de 300 mil visualizações. Após a produção de “Até embaixo”, a equipe também fez o videoclipe de “Finalidade era ficar em casa”, de MC Kevin o Chris, que já conta com um milhão de visualizações.

Enquanto os bailes de favela do Rio aceleram, o funk de linha pop/mainstream curiosamente faz o trajeto oposto: diminui o bpm e caminha junto com o reggaeton e o dancehall. 

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