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Invasão da sétima arte

Cine Arte UFF, Reserva Cultural e MAC trazem a Niterói o Festival do Rio, que comemora sua vigésima edição

A casa que Jack construiu

Fotos: Divulgação

“Fazer com que o público se encontre, encontre seus iguais, seus diferentes, para que possa entender o mundo a partir desses filmes que a gente está apresentando”. Essa é uma das justificativas da diretora-executiva do Festival do Rio, Ilda Santiago, para a realização do projeto, que comemora 20 edições este ano. As exibições dos 200 filmes de mais de 60 países acontecem de amanhã até dia 11 de novembro, em cerca de 20 locais de exibição no Rio e três em Niterói: Reserva Cultural Niterói, Cine Arte UFF e MAC, este último com duas exibições gratuitas ao ar livre no pátio.

“Quando fazemos a seleção dos filmes, já pensamos que todos eles contêm uma visão do mundo. Se reparar na programação, você vai ver várias produções que têm coprodução de Brasil com outros países, que falam justamente desse diálogo. Na parte de documentários, costumo dizer que é importante se aventurar no que a gente apresenta, eles contam muitas histórias, têm muitos falando sobre questões raciais, sobre diversidade, convivência humana de forma pacífica e prazerosa”, analisa. 
O público vai ter a oportunidade de conferir os filmes mais comentados, descobrir raridades, votar no melhor da Première Brasil, participar de debates, sessões especiais com a presença de personalidades e palestras e oficinas gratuitas no RioMarket (na Casa Firjan, em Botafogo), que vai reunir profissionais do audiovisual para seminários e workshops, além de realizar debates.

Altas Expectativas

Foto: Divulgação

“Todos os festivais do mundo inteiro têm a função de expandir o mercado, de abrir novas portas para que outros filmes sejam lançados. Eu não gosto de olhar o festival pelo viés de que os filmes são vistos ali e se encerram ali. Gosto que os filmes sejam ponto de partida para que outros filmes tenham um sucesso maior e outros tenham potencial comercial. Do ponto de vista do cinema brasileiro, por exemplo, não tenho dúvidas. Exibir 80 filmes entre curtas e longas nacionais mostra que há uma produção muito diversa”, ressalta a diretora, que lembra a importância do apoio da Prefeitura de Niterói e do patrocínio da Petrobras e da Caixa Seguradora (via Lei Rouanet) para a continuidade do projeto, além do incentivo do Ministério da Cultura.

Serão exibidos novos trabalhos de diretores consagrados e premiados nos maiores festivais do mundo, como Lars Von Trier (“A casa que Jack construiu”), Gus Van Sant (“A pé ele não vai longe”, com Joaquin Phoenix), Jean-Luc Godard (“Imagem e Palavra”), Mike Leigh (“Peterloo”), Spike Lee (“Infiltrado na Klan”), Jafar Panahi (“3 Faces”), Julian Schnabel (“No Portal da Eternidade”, com Willem Dafoe), Steve McQueen (“Viúvas”, com Viola Davis e Colin Farrel), entre outros. Na seleção, destaca-se também uma nova versão de “Imagine”, de John Lennon e Yoko Ono; o documentário “Kusama – Infinito”, de Heather Lenz, sobre a “artista das bolinhas”, considerada um ícone da arte pop japonesa. 

Vidas Duplas

Foto: Divulgação

Neste ano, além dos filmes, debates e oficinas, o festival traz dois eventos reunindo cinema e música. Dia 3, às 20h, o Teatro Rival Petrobras recebe o “Concerto Dançante”, em homenagem aos filmes dos anos 70 e 80, com a Orquestra Petrobras Sinfônica, que vai apresentar versões de músicas de longas como “Grease”, “Dirty Dancing”, “Os Embalos de Sábado à Noite” e “Xanadu”.

Desde o ano passado, o Festival do Rio e a gravadora Biscoito Fino travaram uma parceria que, este ano, se ampliou e se conectou também com o Sofar Sounds Rio de Janeiro. Será um dia de evento secreto, no período que durar o festival, em lugar inusitado, reunindo participantes para apresentações ao vivo de artistas independentes ou não. Para mais informações: www.sofarsounds.com 

Assunto de Família

Foto: Divulgação

Confira a programação em Niterói: 

CINE ARTE UFF

Dia 2 (sexta): 19h Rio, 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos) | 21h A Cama (Mônica Lairana)

Dia 3 (sábado): 19h Pixote – A Lei do Mais Fraco (Hector Babenco) | 21h30 Obscuro Barroco (Evangelia Kranioti)

Dia 4 (domingo): 19h Lembra (Leonardo Martinelli) + Sócrates (Alex Moratto) | 21h Vermelho Sol (Benjamin Naishtat)

Dia 5 (segunda): 19h Cascudos (Igor Barradas) + Para’í  (Vinicius Toro) |
21h Los Silencios (Beatriz Seigner)

Dia 6 (terça): 19h: Jéssika (Galba Gogoia) + Luna (Cris Azzi) | 21h10 Diamantino (Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt)

Dia 7 (quarta): 19h Sempre verei cores no seu cinza (Anabela Roque) + Ilha  (Ary Rosa e Glenda Nicácio) | 21h10 Sueño Florianópolis (Ana Katz)

Dia 8 (quinta): 19h Invasão Drag (Rafael Ribeiro) + Mormaço (Marina Meliande) | 21h10 Humberto Mauro (André Di Mauro)

Dia 9 (sexta): 19h Cadelas (Rita Toledo) + El Último País (Gretel Marín) | 21h Amazônia Groove (Bruno Murtinho)

Dia 10 (sábado): 19h Vigia (João Victor Borges) + Inferninho (Guto Parente e Pedro Diógenes) | 21h Sequestro Relâmpago (Tata Amaral)

Dia 11 (domingo): 19h Central do Brasil (Walter Salles) | 21h10 O Mundo é Redondo... + THF: Aeroporto Central (Karim Aïnouz)

RESERVA CULTURAL NITERÓI

Dia 2 (sexta): 14h Meu Querido Filho (Mohamed Ben Attia) | 16h10 A Rota Selvagem (Andrew Haigh) | 18h30 Memória da Dor (Emmanuel Finkiel) | 21h A Prece (Cédric Kahn)

Dia 3 (sábado) 14h30 Tarde Para Morrer Jovem (Dominga Sotomayor) | 16h50 Amanda (Mikhaël Hers) | 19h O Quebra-Cabeça (Marc Turtletaub) | 21h Vida Selvagem (Paul Dano)

Dia 4 (domingo) 14h Colette (Wash Westmoreland) | 16h20 Yomeddine (A.B. Shawky) | 18h20 Um Amor Inesperado (Juan Vera) | 21h A pé ele não vai longe (Gus Van Sant)

Dia 5 (segunda) 14h Entre Tempos (Valerio Mieli) | 16h10 Em Chamas (Lee Chang-dong) |19h Se a rua Beale falasse (Barry Jenkins)| 21h15 Imagem e Palavra (Jean-Luc Godard)

Dia 6 (terça) 14h40 Rafiki (Wanuri Kahiu) | 16h20 Museu (Alonso Ruizpalacios) | 19h Guerra Fria (Pawel Pawlikowski) | 21h Uma noite não é nada (Alain Fresnot)

Dia 7 (quarta) 14h20 Compra-Me Um Revólver (Julio Hernández Cordón) | 16h10 Cafarnaum (Nadine Labaki) | 18h30 Infiltrado na Klan (Spike Lee) | 21h No portal da eternidade (Julian Schnabel)

Dia 8 (quinta) 14h30 Família Submersa (María Alché) | 16h20 Utøya - 22 de julho (Erik Poppe) | 18:20 Amor até as cinzas (Jia Zhangke) | 21h Happy Hour – Verdades e Consequências (Eduardo Albergaria)

Dia 9 (sexta) 15h Raiva (Sérgio Tréfaut) |17h Praça Pública de (Agnès Jaoui) |19h 3 Faces (Jafar Panahi) | 21h O ódio que você semeia (George Tillman Jr.)

Dia 10 (sábado) 14h10 A costureira de sonhos (Rohena Gera) | 16h10 Verão (Kirill Serebrennikov) | 18h40 Assunto de Família (Hirokazu Koreeda) | 21h A voz do silêncio (André Ristum)

Dia 11 (domingo) 13h45 Asako I & II (Ryûsuke Hamaguchi) | 16h A casa que Jack construiu (Lars von Trier) | 19h Maria Callas – Em suas próprias palavras (Tom Volf) | 21h10 Conquistar, amar e viver intensamente (Christophe Honoré)

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (MAC) – entrada franca

Dia 9 (sex) 19h Altas Expectativas (Álvaro Campos e Pedro Paes) 

Dia 10 (sáb) 19h DPA, Detetives do Prédio Azul (André Pellenz)

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