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Música como política

Cantora e compositora, Ana Luh lança EP com quatro músicas baseadas na sua orientação sexual

Cantora viu sua carreira alcançar um lugar mais alto quando começou a falar sobre sua realidade

Foto: Lucas Benevides

Ela canta desde os 13 anos, não nasceu em Niterói, mas escolheu a cidade para morar e se desenvolver como artista e como profissional. Professora de Música na educação infantil, hoje, aos 23 anos, Ana Luiza Custódio – a cantora Ana Luh – acaba de lançar seu primeiro EP, com quatro músicas: “Oh muleque”, “Maquiagem”, “A culpa é sua” e “Privilégio”.

"Faz 10 anos que eu canto. Normalmente, faço voz e violão em bares e eventos de Niterói e do Rio. Toco principalmente MPB, mas no repertório tem um pouco de tudo. Agora, com o lançamento do ‘Revela a Ferida’, estou focando em fazer shows com banda, cantando minhas músicas. É um trabalho de formiguinha, mas está caminhando aos poucos”, conta a cantora.

Lésbica, em um relacionamento sério com Amanda, Ana Luh viu sua carreira alcançar um lugar mais alto quando começou a falar sobre sua realidade, suas verdades, o que gerou uma certa identificação e criação de um público consumidor/admirador das suas músicas.

Sou muito sortuda. Quando me descobri e assumi lésbica fui muito bem acolhida nos espaços que convivo, tanto pessoais como profissionais. Mas essa não é a realidade da maioria. Às vezes, percebo um olhar preconceituoso, mas isso não é nada perto do que muita mulher sofre”, reflete a também participante da Oitava Feminista – coletivo (que chamam de coletiva) focado em pautas de mulheres lésbicas e bissexuais”.

aulista da cidade de Presidente Prudente, mas moradora de Niterói há 5 anos, sobrevive da música e consegue enxergar que sua carreira aqui é mais promissora, pelo menos por enquanto. Sobre o EP, Ana Luh identifica que é uma arte de ativismo. Os sons são bem misturados, têm influência de baião, maxixe, forró e as músicas são dinâmicas.

iterói não foi a cidade que eu nasci, mas é um lugar pelo qual eu tenho muito carinho, foi o lugar que me acolheu, onde eu pude me profissionalizar na música e amadurecer como ser humano e criar esse novo EP, um trabalho que fiz a partir de uma concepção política. Comecei a participar de movimentos de militância feminista, LGBTs e, ao me envolver, as músicas foram vindo como reflexão de tudo isso”, analisa a cantora. 

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