Assine o fluminense

Mil e uma faces do escritor talentoso Santiago Nazarian

Um dos grandes nomes da literatura contemporânea se lança nos infantis

Para o escritor, o segredo de uma literatura infantil é aquela que trata o leitor de igual para igual

Foto: Divulgação

Leitores acostumados com a densidade visceral de Santiago Nazarian podem ter sido surpreendidos vendo seu nome estampado nas prateleiras dos lançamentos infantis nas últimas semanas. Do bizarro à delicadeza, o talento provocativo do autor parece inesgotável e mostra agora que também sabe ser lúdico e sensível. Em “A festa do Dragão Morto”, moradores de uma vila saem em busca daquele que os libertou de um malvado dragão para homenageá-lo, e acabam tendo uma grande surpresa. 

Como você foi parar na literatura infantil?

Eu já tinha escrito algumas fábulas que serviam para várias idades. Recebi o convite da Melhoramentos para escrever algo para crianças, e sugeri adaptar uma dessas, suavizando um pouco a linguagem, enfatizando a fórmula de repetições. Então a história não foi exatamente pensada para as crianças, apenas a linguagem.

“A festa do Dragão Morto” fala sobre o quê?

Fala de uma vila em festa depois da morte de um dragão, mas, aos poucos, a segurança deixa de ser o suficiente. Eu digo que é uma fábula cínica e tem diversas camadas possíveis de leitura. Fiquei feliz que a Melhoramentos respeitou meu sarcasmo. E as ilustrações do Rogério Coelho ficaram estupendas.

E o que você considera imprescindível para falar com o público infantil?

Pode soar meio clichê, mas acho que é falar de igual para igual, não subestimar o público.

Você já declarou que em breve vai lançar um novo romance. O que podemos esperar?

É um romance passado em dois momentos históricos. Sai entre o fim do ano e começo do próximo. 

 

Foto: Divulgação

A vida não é justa (Intrínseca) – Andréa Pachá utiliza de seus 25 anos de experiência como juíza no Estado do Rio de Janeiro, muitos ligados à Vara de Família, para falar de separações, guarda de filhos, partilhas de bens e paternidade nessa obra, sendo relançada com crônicas de delicadas histórias ficcionais sobre o fim do amor.

 

Foto: Divulgação

Os manuscritos do Brasil (Eduff) – A coletânea organizada pela professora de Jornalismo da UFF e da UFRJ Marialva Barbosa reúne os jornais feitos à mão que coexistiram com impressos durante o século XIX. Com tiragens mínimas, geralmente com apenas um exemplar, a maior parte dos manuscritos era voltada para crítica, sátiras e conteúdos eróticos ou difamadores.

 

Foto: Divulgação

Oblivion Song: Canção do Silêncio (Intrínseca) – O criador de The Walking Dead, Robert Kirkman, narra, agora, o luto, os traumas e os limites impensáveis que ultrapassamos para consertar os erros do passado. Com ilustrações de Lorenzo De Felici e cores de Annalisa Leoni, a trama acontece anos atrás, quando 300 mil habitantes da Filadélfia foram lançados em Oblivion, uma nova dimensão. 

 

Foto: Divulgação

Racismo, capitalismo e subjetividade (Eduff) – Na coletânea organizada pelos professores Marília Etienne, Marcelo Coelho e Sandra Cabral, a partir do diálogo com a psicanálise e outras áreas, os autores refletem sobre a problemática do racismo no Brasil, considerando múltiplas razões e versões. Com 12 artigos, a obra traz na capa a foto “Pés”, de Sebastião Salgado. 

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Veja também

Scroll To Top