Assine o fluminense

No samba da Rita

Maria Rita é a grande estrela da comemoração dos 34 anos do Clube Naval Charitas

Cantora vai transformar o Clube Naval em uma verdadeira roda de samba no próximo sábado, dia 25

Foto: Divulgação

O samba elegante da cantora Maria Rita vai embalar a comemoração dos 34 anos do Clube Naval Charitas, amanhã, a partir das 21h. O show “Samba da Maria” traz canções de várias épocas consagradas do gênero, seja na voz da própria artista ou de outros intérpretes. De acordo com a produção do clube, esse será um show diferenciado, com uma infraestrutura que traz a sensação de um teatro, proporcionando uma proximidade com o artista.

“Mexo no repertório deste espetáculo há dois anos, desde quando comecei a fazê-lo. É um show de samba muito solto, muito livre, não é de nenhum disco nem turnê, é uma grande festa do samba com cinco músicos no palco. É pra cima, mas também muito emocionante. Canto o que eu sei que a plateia gosta e também sambas que ouço desde sempre, que me tocam ou me desafiam enquanto cantora”, revela a artista.

Filha de Elis Regina e César Camargo Mariano, de tanto dizerem que ela precisava cantar, Maria Rita resistiu durante algum tempo até que, aos 24, se entregou ao ofício profissionalmente. Seu primeiro disco, “Maria Rita”, lançado em 2003, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo. Mas o samba chegou com destaque na carreira da artista em 2007, quando lançou o seu terceiro CD, “Samba Meu”, simultaneamente no Brasil, Estados Unidos, América Latina, México, Portugal, Israel e Reino Unido.

“Não sei se me identifico com algum compositor ou gênero especificamente. É a canção que acaba me tocando muitas vezes. Escolho as músicas sem saber quem são os compositores, justamente para não correr o risco de gravar algo porque é de um amigo ou coisa parecida, para falar a verdade. Não me sinto à vontade com essas coisas. Recebo as músicas, ouço e aí tem que ser algum tipo de reação que pegue na minha alma, que me dê uma chacoalhada. Talvez por isso eu grave tantos compositores que não são tão conhecidos. É uma maneira de fazer meu trabalho que, para mim, tem sido muito saudável”, admite a artista.

Depois de uma aguardada homenagem à mãe com a turnê “Redescobrir”, de 2011, Maria Rita retorna ao samba em 2014 lançando o sexto álbum de sua carreira, “Coração a Batucar”. Produzido pela própria cantora, o registro tem músicas inéditas de Noca da Portela, Arlindo Cruz, Xande de Pilares e Joyce e uma versão do clássico “Saco Cheio”, de Almir Guineto. A estreia do projeto “Samba da Maria” aconteceu em 2015 no Rio de Janeiro. Na ocasião, Maria Rita apresentou um setlist de 20 canções, dividido em alguns blocos, passeando por homenagens a artistas que admira e que influenciaram sua carreira. E é justamente esse espetáculo que vem sendo lapidado pela artista que será apresentado em Niterói.

Apesar de trabalhar essencialmente com o que gosta de ouvir, a cantora paulista lamenta a falta de tempo para apreciar a música como ouvinte, fora dos palcos.

“Vou fazer uma confissão horrorosa, não tenho orgulho disso, mas não tenho tempo para ouvir música nem de ver televisão. Mal tenho conseguido ler. É muito puxado ser dona de casa, mãe, fazer discos, reuniões, shows, ensaios e minhas preparações do dia a dia enquanto uma atleta de palco, digamos assim. Só paro para ouvir música quando estou no carro. Aí eu ouço os CDs que têm por ali ou as coisas que me mandam... Nesses momentos, também tenho ouvido mais jazz, como Ella Fitzgerald e Nat King Cole, e também coletâneas de sambas, nada muito específico”, confessa.

Abrindo o show da cantora, o cantor Evandro Marinho apresenta as músicas gravadas em seus últimos álbuns, que fazem parte do projeto “O som do barzinho”, com clássicos como “Devolva-me” e “Eu Te Devoro”.

“Todas as vezes que fui a Niterói, sempre fiquei muito surpresa e contente com a reação do público. Tenho grandes amigos na cidade e, por isso, já tenho uma certa ideia do carinho que as pessoas têm. Saber que essas pessoas saíram de casa para me ver é um sentimento poderoso. Um lugar que sempre foi maravilhoso comigo, de onde só guardo memórias felizes. Tenho certeza que será mais um dia memorável”, conclui Maria Rita.

Espaço que vem se firmando cada vez mais importante no cenário musical de Niterói, o Clube Naval Charitas, nos últimos anos, recebeu inúmeros artistas consagrados: Elymar Santos, Dalto, Jorge Aragão, Jorge Vercillo e Xande de Pilares, entre outros. Após o show de comemoração de aniversário com Maria Rita, Diogo Nogueira é quem comanda a festa de Réveillon no espaço.

O Clube Naval Charitas fica na Av. Carlos Ermelindo Marins, 3100, Jurujuba, Niterói. Sábado, dia 25, a partir das 21h. A partir de R$ 70 (inteira). Classificação: livre. Telefone: 2109-8109.

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Scroll To Top