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Nos metrôs das grandes cidades

Depois de “London London”, Rodrigo Rodrigues lança “Paris, Paris”, um guia da cidade através das estações

O autor esteve na Cidade Luz quatro vezes para pesquisa aprofundada de seu guia

Fotos: Divulgação

A maioria das pessoas deve conhecer Rodrigo Rodrigues pelo seu trabalho na TV à frente de programas esportivos na ESPN Brasil, mas o jornalista carioca, que tem passagens também pela TV Cultura, Band, SBT e Gazeta, é um cara multifacetado.  Além de comandar por quase 10 anos o Soundtrackers, banda especializada em trilhas sonoras de clássicos do cinema, ele é um escritor de sucessos musicais como “As Aventuras da Blitz”, que conta a biografia da banda carioca liderada por Evandro Mesquita, e o “Almanaque da Música Pop no Cinema”.

No entanto, desde 2014, Rodrigo começou uma série onde explora as maiores cidades do mundo através do metrô em um guia completo para turistas aproveitarem da melhor maneira possível os locais sem gastar muito dinheiro com transporte. Depois de explorar a capital inglesa em “London, London”, Rodrigo lançou no fim do ano passado a versão para a Cidade Luz, “Paris, Paris”.

Você esteve na semana passada fazendo, como você disse, o batizado do livro. Como é voltar ai com ele já pronto?

Acho fundamental voltar com o livro pronto para esse “batismo”. Refazer os trajetos com o livro em mãos me faz experimentar a sensação que o leitor vai ter ao vir a Paris e seguir as dicas do guia, fora que sempre tem um up date ou outro pra fazer, estações novas pra colocar.

Como foi o processo de criação de “Paris, Paris”? Você esteve quantas vezes na cidade?

Dá pra dizer que escrevi o “Paris, Paris” em quatro viagens de 15 dias, uns 2 meses ao todo. Depois de passar o mesmo tempo em Londres para escrever “London, London”, fazer o segundo da série foi mais fácil, o formato já estava na cabeça, foi só separar as atrações pelas estações do metrô e arregaçar as mangas.

Os atentados em Paris chegaram a atrapalhar muito nesse processo de criação?

Cheguei aqui ano passado, 15 dias depois dos atentados, já estava com tudo marcado e não quis cancelar a viagem por causa disso, até porque queria terminar o livro. Por coincidência, o hotel onde costumo me hospedar fica bem perto do Bataclan, em République, na região central da cidade. Notei Paris um pouco mais vazia do que o normal para a época e vi mais polícia/exército na rua, fora isso, tudo igual. Acho que, nessas horas, a gente tem que botar a cara na rua mesmo, porque o que os terroristas querem é justamente deixar a população com medo de sair de casa. O melhor jeito de reagir a isso é seguir com a vida.

Como dividir suas paixões por futebol, música e gastronomia na hora de fazer um guia sem que um segmento não se sobressaia mais do que o outro?

As paixões estão todas nos guias: futebol, música, cinema, arte. Antes de estudar jornalismo e virar apresentador, eu fiz faculdade de artes na UERJ. Sempre tive um pé na cultura, mesmo quando ainda sonhava em ser um jogador de futebol. Fora isso, fui guia na Flórida por três temporadas, o treinamento ficou. Então foi natural misturar tudo e passar para os livros, que, além das atrações clássicas, têm dicas esportivas, musicais, cinematográficas e, claro, gastronômicas.

O próximo será mesmo sobre Nova Iorque? Já tem alguma previsão de quando e como vai fazer?

O próximo da série deve ser o NYC NYC mesmo, é uma das cidades mais visitadas por brasileiros e com um sistema de metrô que justifica o guia. Mas, como não vou lá há tempos porque tenho ido muito à Europa, preciso passar uns 10 dias para relembrar umas coisas e descobrir outras, aí sim me programo pra ficar ao menos um mês na Big Apple escrevendo. Sim, costumo escrever in loco, estar na cidade contribui muito para o astral do texto.

Fala um pouco sobre a versão para a TV do “London, London”.

Assim que o livro saiu, pensei: isso daria uma bela série de TV! Por coincidência, fui procurado pela Freemantle na época, eles queriam saber se eu tinha algum projeto pra web e sugeri a versão televisiva do guia. Gravamos tudo em janeiro de 2016 e o material vem sendo editado e finalizado desde então. Ao todo, serão 25 pílulas de sete minutos cada, com 25 estações de metrô. Assim que o patrocínio for confirmado, os episódios serão publicados. Também podemos formatar para a TV, em 13 capítulos com 30 minutos de duração.

Como andam os seus outros projetos, como o Soundtrackers e o “5 Discos”? Vai mesmo levar ele para o Youtube?

“5 Discos” pode voltar a qualquer momento, no Youtube ou na TV mesmo. Como o programa ia bem e foi interrompido por conta da crise, a Gazeta liberou nome e formato. Os Soundtrackers completam 9 anos agora em 2017, fazemos cerca de seis shows por mês, a maioria em eventos fechados e festas de empresa em geral. A ideia é gravar um novo DVD pra comemorar os 10 anos em 2018, até lá os discos seguem à venda no iTunes.  Em breve, devo estar de volta à telinha falando de futebol, porque sinto falta e sou muito cobrado nas redes sociais pelos fãs de esporte, a resenha não para.

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