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O amor depois da dor

Estrelado por Bruno Lopes e Priscila Fantin, ‘Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo’ chega dia 1º ao Teatro da UFF

Os atores vivem Beto e Pilar, dois viúvos que decidem se conhecer depois de conversarem em um aplicativo de relacionamento

Foto: Divulgação

A peça “Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo”, de Wagner D’Ávila, chega ao palco do Teatro da UFF em duas únicas apresentações: neste sábado (1), às 20h, e no domingo, às 19h.

O espetáculo é uma comédia romântica sobre um encontro de um homem e uma mulher pela primeira vez após se conhecerem através de um aplicativo de relacionamento chamado “Segunda Chance”, voltado para pessoas que acabaram de ficar viúvas.

A peça mostra como é toda a expectativa antes do encontro. Também mostra como cada um lida com a insegurança do outro e como se mostram durante o encontro, porque acontece muito no mundo virtual de as pessoas só mostrarem o seu lado bom, o que querem e, quando você se depara com ela, às vezes não é aquilo o que você esperava.

“O Beto e a Pilar são pessoas bem diferentes. Ela é mais racional; ele, mais passional. Ela é mais empoderada; ele, mais conservador. Enfim, por eles serem tão opostos assim, o encontro acaba ficando mais interessante. De uma forma ou de outra, todo mundo se identifica, por essa insegurança e por eles estarem vindo de dores, com o coração frágil”, conta a atriz Priscila Fantin, que interpreta Pilar.

“O legal também é que a gente divide os pensamentos dos personagens com o público, então quem assiste sabe o que está passando pela cabeça dos dois e como irão reagir durante o encontro”, completa Bruno Lopes, que dá vida ao Beto. 

O personagem, aliás, divide seu tempo entre a criação da filha de cinco anos e a tentativa de uma carreira na internet. Pilar é uma jovem excêntrica, que trabalha como guarda de trânsito, e está decidida a reiniciar sua vida amorosa após um período de isolamento social. Caso parecido com o de Bento, que, após anos sozinho colecionando desilusões amorosas, acessa o tal aplicativo de encontros. A partir daí, uma nova chance para o amor surge, mas, com esses dois, nada é tão simples assim.

O título do espetáculo é bastante instigante. Será que é mesmo possível falar de amor sem dizer “Eu te amo”? Priscila Fantin diz que sim e explica o porquê. Para ela, demonstrar que você ama alguém vai muito além das palavras.

Priscila Fantin, explicou como surgiu o convite para o espetáculo: através de uma leitura que foram fazer em Maputo, capital de Moçambique, na África

Foto: Divulgação

“Dizer ‘eu te amo’ está cada vez mais ‘fácil’. Digo que, cada vez mais, ouço essa expressão de uma forma banalizada, não tão verdadeira como ela deveria ser. Uma coisa que o Bruno fala e me identifico muito é que as palavras vão embora com o vento e que, na verdade, são as atitudes que fazem valer as palavras. Então, a gente costuma dizer que o título desta peça quer dizer que o amor está nas ações e atitudes”, argumenta a atriz, que ganha coro do parceiro de palco.

“O ‘eu te amo’ tem que vir acompanhado de outras coisas. De um carinho, uma atenção, um compreensão, um abraço e um olhar pro próximo, porque não é só um sentimento exclusivo de um casal. É sobre tudo que está a nossa volta. Se conseguirmos emanar um pouco disso para todo mundo, já é uma atitude de amor. Muitas vezes, encontramos as pessoas e não sabemos a batalha interna que estão travando. Esse respeito com o outro, o olhar no olho, tem que valer, não importa com quem seja”, enfatiza o ator.

Além de formarem o casal na peça, Bruno e Priscila também são um casal no mundo real. Eles contam que, após se conhecerem, perceberam que enxergam a função da arte de uma maneira igual, o que juntou mais ainda os dois, tanto no pessoal quanto no profissional.  “Nós acreditamos que a arte tem um poder transformador, que existe para refletir e que ela atinge muita gente.

O teatro é um lugar muito mágico, quem assiste fica totalmente envolvido por aquela atmosfera. O texto é o mesmo para todo mundo, mas cada um interpreta de uma forma diferente. Então, unimos esse pensamento com uma vontade de atuar juntos”, detalha Bruno. Priscila Fantin, por sua vez, explica como surgiu o convite para o espetáculo: através de uma leitura que foram fazer em Maputo, capital de Moçambique, na África.

“Nessa leitura, toda a renda foi revertida para um centro que cuida de cerca de 370 crianças com HIV, que é o instituto Hakumana. Achamos que foi uma ideia maravilhosa de unir a arte com o lado social e resolvemos trazer para o Brasil. Além disso, o texto do Wagner D’Ávilla é muito bom”, conclui.

 O Teatro da UFF fica na rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, em Niterói. Sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Preço: R$50 (inteira). Classificação: 12 anos. Telefone: 3674-7515.

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