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O samba de Arlindinho

Cantor e compositor se apresenta nesta sexta, a partir das 20h30, na roda da Toca da Gambá, no Barreto

 

Arlindinho promete passear pela história do samba, passando pelos sucessos do pai, Arlindo Cruz, e suas composições próprias

Foto: Divulgação

O cantor e compositor Arlindo Neto, mais conhecido como Arlindinho, se apresenta nesta sexta-feira (23), a partir das 20h30, pelo oitavo mês consecutivo na Toca da Gambá, tradicional casa de shows dedicada à perpetuação da gafieira, boemia e samba na cidade de Niterói.

O público da Toca, muito quisto por Arlindinho, poderá prestigiar sambas consagrados compostos pelas mais variadas personalidades do gênero, e, claro, as canções de seu pai, Arlindo Cruz, ex-Fundo de Quintal e eterno ídolo da escola de samba Império Serrano. “O Meu Lugar”, “Meu nome é favela”, “Será que é amor”, “Vai Embora Tristeza” e “O show tem que continuar”, serão só alguns dos maiores sucessos interpretados por Arlindinho.

“Vou passear pela história do samba. Cantar um pouco da trajetória do meu pai, passando por Fundo de Quintal, Jorge Aragão e outros mestres. Como o show lá é extenso, posso diversificar bastante, sempre cantando samba, além de poder mostrar também o meu trabalho autoral”, conta o sambista, que faz questão de enfatizar sua satisfação em cantar na Toca: “Este mês não teremos convidados. A participação especial que temos todos os meses é a do público, que canta tudo e interage o tempo inteiro. É sempre um enorme prazer tocar numa casa onde as pessoas gostam de samba, amam o samba e onde vejo reconhecido o meu trabalho”.

“Sambista de pai, mãe, padrinho”, como ele mesmo se define, Arlindinho nasceu do samba e, desde muito pequeno, foi apresentado aos “batuques”. Com apenas oito anos, já tocava percussão e, com 11, estreou no circuito carnavalesco ao desfilar pela escola mirim do Império Serrano: Império do Futuro.

 

Sambista de pai, mãe, padrinho”, como ele mesmo se define, Arlindinho nasceu do samba.

Foto: Divulgação

“Durmo e acordo com o samba todos os dias, vi nascerem grandes clássicos do samba ‘de meio de ano’ e também grandes sambas de enredo através do meu pai e de seus parceiros dentro de minha própria casa. Como digo em um dos meus sambas, “Obrigado pai, por sempre acreditar e confiar em mim’. Acompanhava minha mãe, Babi, porta-bandeira consagrada da Mocidade Independente de Padre Miguel e União da Ilha aos ensaios e me apaixonei primeiramente pelo samba enredo. Fui intérprete da Estrelinha da Mocidade e, a partir daí, nunca mais parei de cantar samba”, relembra Arlindinho, que, hoje, continua o legado da família como compositor.

“Compor é sempre um prazer, às vezes a ideia vem a sua mente e quando vê está lá mais um samba. Já tenho sambas gravados por artistas do porte de Maria Rita e Mariene de Castro por exemplo. Estou em estúdio finalizando meu EP, com a produção do mestre Prateado, e, em breve  teremos, sim, novidades”, prevê o cantor, que diz ter aprendido também com os pais a não se limitar só ao samba. “Ouço muito João Bosco, Djavan, gosto de ouvir boa música, cresci assim e não pretendo mudar. Aprendi com os meus pais a respeitar ao próximo e assim procuro seguir”, pondera.

A Toca da Gambá fica na Travessa Carlos Gomes, 23, Santana, em Niterói. Sexta, às 20h30. Valor: R$20. Classificação: 18 anos. Telefone: 2627-5398.

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