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Para o outro lado da Ponte

Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea ganha nova sede no Teatro Glauce Rocha, no Rio

A peça “Mas afinal, quantos somos nós” e residentes em exercício cênico

Foto: Divulgação

O Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea foi criado pela professora e diretora de teatro Martha Ribeiro, com o objetivo de desenvolver pesquisas e formar atores gratuitamente. Lançado em 2010, com sua primeira sede no Solar do Jambeiro, no Ingá, o espaço híbrido entre a academia e o teatro está de casa nova, com novo endereço, agora do outro lado da Ponte, no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio de Janeiro. 

“O laboratório está ligado ao programa de pós-graduação e estudos contemporâneos de artes da UFF, mas não possui vínculo com o teatro da universidade. Embora exista interesse em acolher o projeto, não há espaço na agenda do centro. Conversei com o diretor da Funarte, Ginaldo de Souza, que admira muito teatro, e ele resolveu acolher o laboratório, cedendo o Teatro Glauce Rocha para ensaios”, conta a diretora.

O novo lar do laboratório é um teatro de tradição na história do Rio de Janeiro, sendo palco de grandes artistas nacionais. A mudança acabou aumentando a rotina de ensaios, que acontecem em uma ampla e silenciosa sala.

“Ensaiamos duas vezes na semana, antes, em Niterói, só conseguíamos uma. Chegamos a apresentar a peça ‘Eu sou eu porque meu cachorro me conhece’ no Glauce Rocha e foi incrível. Era uma temporada gratuita e tinha um público bem diferenciado do que costumávamos ver sempre, que eram estudantes e jovens. O laboratório é focado em uma plateia mais nova. Dessa vez, também alcançamos um público mais maduro, entre 50 e 60 anos. Eles choravam, se emocionavam e interagiam com os atores. Foi único”, admite.

Cena Contemporânea foi criado pela professora e diretora de teatro Martha Ribeiro

Foto: Divulgação

Outro grande benefício da nova sede é possibilitar o acesso de mais atores ao laboratório. Devido à sua localização central e à facilidade de locomoção, o espaço agrega ao projeto atores tanto de Niterói quanto do Rio de Janeiro, algo inviável nos espaços antigos. Outro ganho para os atores é a maior disponibilidade de tempo de preparação para o novo espetáculo. 

A previsão de estreia no Teatro Glauce Rocha da obra “Amor não Recomendado” é para janeiro de 2019.
Apesar da mudança para a nova sede no Rio, o laboratório não tem nenhuma intenção de perder o vínculo com Niterói. Prova disso é que o grupo vai se apresentar no Teatro da UFF em agosto, com a montagem “Eu sou eu porque meu cachorrinho me conhece”.

 Pioneiro na UFF no que se refere às artes cênicas e voltado à pesquisa da cena contemporânea, o laboratório reúne alunos de universidades diferentes e também atores independentes. Martha tem como uma de suas parceiras Carolina Virgüez, preparadora de elenco e atriz pesquisadora. Entre os artistas residentes de 2018 estão Claudia Wer, Raiza Cardoso, Charlotte Cochrane, Bruno Bernardini e Veridiana Areas.

Laboratório de Criação e Investigação da Cena Contemporânea não possui recursos próprios, mantendo-se na resistência e através dos colaboradores institucionais. Mantém um canal (www.benfeitoria.com/lcicc) que recebe a colaboração dos que acreditam na possibilidade de um teatro compromissado com a pesquisa continuada e com os jovens artistas. 

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