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Pela quebra de barreiras

‘Mulheres na Liderança’ traz um panorama do mercado com relatos e informação

A especialista Lucelena Ferreira ouviu executivas de sucesso no Brasil

Divulgação

A especialista em gestão e economista pela PUC-Rio/École des Hautes Études en Sciences Sociales - Paris Lucelena Ferreira acaba de lançar o livro “Mulheres na Liderança – Obstáculos de gênero nas empresas e estratégias de superação”, da editora R.Ed, no qual aponta  barreiras específicas de gênero que prejudicam a carreira de mulheres no mercado, baseada em informações e relatos de executivas de sucesso. Ao longo de suas 304 páginas, divididas em cinco capítulos, o livro mostra que a equidade de gênero nas empresas e na sociedade como um todo ainda é um desafio que está longe de ser superado.

Em um trecho, você fala sobre as leis a que éramos submetidas aqui no Brasil em relação à submissão aos homens. Gostaria que você falasse sobre as piores causas da não ascensão da mulher à liderança. 

As causas são obstáculos internos e externos de gênero, gerados pela cultura machista. Entre os internos, destaco certa insegurança ou baixa autoestima profissional, que afeta especialmente as mulheres, já que nossa sociedade ainda percebe os espaços de poder e prestígio como sendo masculinos. Essa insegurança pode gerar a chamada “síndrome do impostor”, na qual mulheres não se acham aptas a determinado cargo ou função, quando o são.

Sheryl Sandberg, a executiva número 2 do Facebook, diz que, em alguns momentos, ainda tem dúvidas quanto à sua competência profissional. Quanto aos obstáculos de gênero presentes nas empresas, ressalto os vieses inconscientes que fazem com que o homem, em geral, seja percebido como mais competente do que a mulher, gerando preferência de gênero em avaliações. Há um experimento da universidade de Yale que ilustra bem esta questão. Os pesquisadores distribuíram centenas de currículos idênticos para laboratórios americanos.

A única diferença era que metade dos currículos tinha nome de homem e metade tinha nome de mulher. Pediu-se que os laboratórios avaliassem a competência do candidato, dando uma nota ao currículo recebido, além de uma proposta salarial. O resultado foi que os currículos com nome de homem, embora fossem idênticos àqueles com nome de mulher, receberam nota e proposta salarial bem acima dos outros. 

Como você chegou aos nomes de Duda Kertész, Leila Velez, Luiza Trajano, Paula Bellizia, Claudia Sender, Renata Chilvarquer, Sonia Hess, Sylvia Coutinho e Angela Brandão para contribuírem com o livro? E o que poderia destacar que aprendeu com elas? 

Escolhi líderes que admiro muito, em posições de muito destaque profissional. Acho fundamental que o trabalho destas mulheres brilhantes seja cada vez mais divulgado e conhecido, para que sirvam de modelo e referência para outras mulheres que ainda não atingiram o topo de sua carreira, reforçando essa possibilidade em seu horizonte de expectativas. As líderes que entrevistei reforçaram minha crença na necessidade de se acabar com a ideia de que a casa e os filhos são responsabilidade sobretudo da mulher. Não são. Não é justo que a sociedade machista continue colocando o trabalho doméstico na conta das mulheres, gerando uma sobrecarga que nos adoece, com a dupla ou tripla jornada. 

Quais objetivos você pontuaria com o lançamento desse livro e como ele pode colaborar para uma futura (e talvez breve) mudança no cenário atual?

A ONU prevê quase cem anos para que alcancemos alguma igualdade profissional com os homens. Não é possível esperar tanto. Meu livro se encaixa em uma soma de vozes femininas atuante nos dias de hoje. Este coro heterogêneo busca desnaturalizar a dominação masculina, oferecendo reflexões e saídas em busca de uma sociedade mais justa, em busca de menos discriminação, em busca de paz social. A solução passa pelo coletivo. E as mulheres estão de mãos dadas. 

 

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O Extermínio da Juventude Negra (Editora Revan) 

Fruto da dissertação de mestrado do professor de Direito Penal Processual Rômulo Fonseca Morais, a obra chama a atenção para os dados estatísticos que mostram um colossal número de pessoas da mesma extração social, faixa etária e etnia (juventude negra ou quase negra) sendo cotidianamente aniquilada, compondo mais da metade do número de mortos.

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 Leque (Imprimatur) 

Este é o décimo sexto livro da poetisa carioca Fernanda Oliveira, na qual a autora revela sua sensibilidade ao mostrar um leque de emoções sinceras, através de versos curtos – sendo um em cada página – sobre amor, relacionamentos e incertezas, revelando o lado íntimo e intenso do cotidiano. O título é uma metáfora se referindo a como a “vida vai se abrindo aos poucos e ampliando os sentidos”.

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 Stranger Things – Raízes do mal (Intrínseca) 

A poucos meses da estreia da aguardada terceira temporada, cujo último trailer bateu recorde como o vídeo da Netflix mais acessado no YouTube, a editora lança o primeiro livro oficial de Stranger Things, uma das séries de maior sucesso dos últimos tempos. A obra explora o passado de dois personagens enigmáticos: Terry Ives, a mãe de Eleven, e o dr. Martin Brenner.

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 Desafio de Educar – Volume 2 

A educação é a base para um mundo melhor (Conquista Editora) – Com coordenação editorial da psicóloga e palestrante Livia Marques, a obra conta com 24 coautores das áreas de saúde e educação. Livia explica que a obra pretende conversar com o leitor de forma direta e assertiva, mostrando que não se deve pensar na violência como forma de educar crianças e adolescentes.

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