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Quando vida e música se misturam em um caminho

Conhecido admirador do som das guitarras, Dapieve se viu aos poucos sendo conquistado pelos instrumentos clássicos

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Ao longo de 25 anos, na coluna semanal que manteve no Jornal O Globo, Arthur Dapieve compartilhou com os leitores a sua paixão pela música. De forma leve e inspiradora, falava sobre suas audições e predileções como um amigo que dá uma boa dica. Em “Do rock ao clássico”, que chega agora às livrarias pela editora Agir, o jornalista e crítico reuniu cem dessas crônicas afetivas, organizando-as por gêneros: Rock, BR-rock, Músicas Populares, Black Music e Clássicos.

O lançamento da obra, marcado para amanhã, vai reunir Dapieve, Francis Hime e Charles Gavin em um bate-papo sobre música. O encontro acontece na livraria Argumento (Leblon - RJ) e será seguido de sessão de autógrafos do autor.

O título da coletânea não foi escolhido ao acaso: conhecido admirador do som das guitarras, Dapieve se viu aos poucos sendo conquistado pelos instrumentos clássicos.

Na apresentação inédita que escreveu para a obra, ele relembra sua trajetória de ouvinte: os primeiros LPs dos Beatles, do Pink Floyd e de Bob Dylan; a descoberta acachapante do rock brasileiro; os caminhos que o levaram ao samba e o prepararam para o jazz; a atual preferência pelos pianos de Nelson Freire, Martha Argerich e Mitsuko Uchida. 

 

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“Sempre escutei um pouco de tudo. No entanto, gêneros assumiram ou perderam protagonismo nos meus aparelhos de som com o passar dos anos”, diz. “No processo de reler e escolher cem dentre uma pré-seleção de 216 colunas, percebi que, apesar do ‘gosto confuso’ ― suposto xingamento feito por um internauta ― do qual me orgulho, houve sempre uma linha de raciocínio. Interessa-me a música, o músico e a História em torno de ambos.”   

Assim, conjugando sensibilidade a um vasto conhecimento, o autor retrata também os acontecimentos da cena musical.

Num dos textos, explica por que “Wish you were here” é a música de sua vida. Noutro, faz um relato emocionado do show do Radiohead na Praça da Apoteose em 2009. Num terceiro, conta a experiência dolorosa de redigir o obituário de Herbert Vianna (que felizmente pôde destruir após a recuperação do cantor).

Com tudo isso, faz de “Do rock ao clássico” um apanhado de histórias emocionantes e inesquecíveis.

Arthur Dapieve nasceu no Rio de Janeiro, em 1963. Já trabalhou no Jornal do Brasil e em O Globo. Hoje, além de comentarista do Estúdio i (GloboNews) e do Redação SporTV, é apresentador de um programa sobre música clássica na rádio on-line do Instituto Moreira Salles. Também leciona jornalismo na PUC-Rio.

Escreveu diversos livros, entre os quais Maracanazo e outras histórias, um dos ganhadores do Prêmio Oceanos 2016. 

 

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Agora serve o coração (Record) – O autor carioca Nei Lopes, profundo conhecedor da história do Rio de Janeiro, traça um painel ficcional de regiões periféricas da cidade, misturando criminalidade, politicagem e intolerância. Ele recria a periferia carioca, mostrando suas glórias, orgulhos, sombras e mitos, desde os tempos coloniais até o século XXI.

 

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Solitário (Pipoca & Nanquim) – O mestre ilustrador e contador de histórias Christophe Chabouté (“Moby Dick”, “Um Pedaço de Madeira e Aço”) lança amanhã no Brasil, em volume único de 380 páginas, o best-seller mundial que apresenta uma história surpreendente e emocionante, em que sonho e vida cotidiana se mesclam. 

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