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Silhuetas sobre o lúdico

A artista plástica Paula Paes Leme expõe em Paris série composta por 10 silhuetas sobrepostas em pinturas

Na capital francesa, a artista traz imagens figurativas aos seus já tradicionais traços e formas autorreferenciais

Foto: Divulgação

A pintora niteroiense abstracionista Paula Paes Leme resolveu trazer imagens figurativas aos seus tradicionais traços e formas autorreferenciais, com a atual série “Silhouettes”, exposta até março no ateliê Saint Honoré, em Paris.

A série foi preparada especialmente para a ocasião, e é composta de 10 obras que, como o nome sugere, retratam silhuetas de variadas situações sobrepostas em pinturas abstratas. 

A chance de expor em Paris aconteceu quando Paula, depois de uma temporada artística em Miami, partiu para a capital francesa para fazer um tour pelas galerias, só que, dessa vez, mostrando suas obras. Foi quando a Saint Honoré a convidou para uma exposição solo.

Sucesso de público e crítica, a arte de Paula Paes Leme acabou chamando a atenção do mercado artístico parisiense.

“Eu vendi super bem e ainda fui convidada para levar minhas telas para um leilão. A curadoria da galeria chamou uma leiloeira. Ela gostou muito do meu trabalho e separou seis telas para o leilão, que acontecerá no dia 17”, conta a artista.

Hoje consolidada como artista plástica, Paula demonstrou seus primeiros interesses por artes depois dos 20 anos dedicados à moda. Desde 1995 era estilista e empreendedora, dona de uma grife carioca de biquínis chamada Zack, que, sem dúvida, lhe deixou um legado no mundo da moda. Quando o mercado chinês entrou com tudo no Brasil e o desempenho de suas lojas já não era mais o mesmo, ela resolveu parar de trabalhar com moda e se mudou para São Paulo. Lá, sentindo a necessidade de continuar trabalhando com a criatividade, comprou umas telas, umas tintas, e começou a se descobrir pintando.

“Na minha primeira fase com artes, eu pintava muitas paisagens, mas também algumas figuras humanas um pouco abstratas. Até lembrava um pouco o naïf pelas cores primárias e sem muitas preocupações técnicas”, lembra.

Em 2015, a artista voltou para o Rio e entrou para a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o que ela considera que foi o divisor de águas do seu amadurecimento artístico. Lá, teve a oportunidade de adquirir todo o aparato técnico necessário para que dominasse o que pretendia produzir. 

 “As pessoas foram gostando das minhas telas, comecei a vender. Em dezembro do ano passado, resolvi fazer minha primeira exposição exatamente no galpão onde funcionava minha antiga fábrica de roupas, na Ponta D’Areia, em Niterói. Reformei tudo e resolvi transformar, de vez, o local em uma galeria de arte. Expus umas 40 telas e foi um sucesso”, lembra Paula.

 
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