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Um caminho promissor

Aos 21 anos, o niteroiense Gabriel Fernandes Marmelo mostra seu talento no Grupo Só No Sapatinho

No currículo de Gabirel, estão grupos como Sambaí, Vou Zuar e Samboys. Já foi também guitarrista do Nego do Borel

Foto: Douglas Macedo

A música faz parte das vidas de muitas pessoas, seja como uma distração, hobby ou profissão. Viver dela pode ser um caminho árduo a se percorrer e conquistar seu espaço em meio a tanta concorrência. Com apenas 21 anos, entretanto, o niteroiense Gabriel Fernandes Marmelo já possui um currículo admirável, com parcerias de sucesso e fazendo parte da nova formação de um dos grupos de pagode mais famosos do fim dos anos 90 e início dos 2000: o Só No Sapatinho.
Além de músico, Gabriel é produtor musical e empresário e, talvez pelo fato de ter em família uma série de músicos, não haveria escapatória de não seguir este caminho. Seu primeiro instrumento foi a bateria, paixão que nasceu do convívio na igreja.

“Quando estou fazendo música, a sensação é incrível. Me desligo do mundo externo e me conecto com este mundo, embora seja um pouco estranho dizer isso dessa forma, mas, para mim, é uma viagem sem fim! Nunca pensei em desistir, já tive alguns momentos de desânimo; mas sabendo que sempre teremos altos e baixos vivendo de música, levando em conta que, no nosso País, a cultura não é tão valorizada como em outros países”, reflete o jovem músico.  
Após 20 anos, o grupo Só No Sapatinho está voltando à ativa e Gabriel faz parte da nova formação, totalmente em família. É que Fábio Vaz e Ginho Vaz são seus primos e integram o grupo ao lado de Bruno Coimbra e Rodrigo Reis, sendo todos os quatro integrantes da formação original. 

“Quando o grupo começou, eu tinha um ano. Hoje, com 21 e vivendo de música, fui chamado por eles e pelo vocalista Bruno para integrar este recomeço do grupo e fiquei muito feliz de fazer parte disso tudo”, admite Gabriel, que, ao lado dos outros membros do grupo, subiu ao palco do “Domingão do Faustão” e participou do quadro “Ding Dong”, no qual brinda grandes sucessos da música: “Acredito que, para eles, foi como reviver um momento muito importante de suas carreiras, pois, há 20 anos, foi lá que tudo começou. Pra mim foi uma nova experiência, passei de ser apenas um músico para um artista, que é algo totalmente diferente. Não era mais só tocar, você tem que passar alegria às pessoas”. 

Gabriel já trabalhou com muitas bandas locais, como o Grupo Sambaí, Vou Zuar, Samboys, entre outros. Também houve a oportunidade de ser guitarrista do Nego do Borel por um tempo. 

“Foi uma experiência incrível que tive o prazer de viver, ele é um cara engraçado e brincalhão, mas que honra seu trabalho como ninguém. Saí da banda dele para integrar a banda do Vou Zuar aqui de Niterói, onde iria ser violonista e produtor musical, que é o que mais sei fazer na música”, conta Gabriel, que é fã de Djavan, e gostaria de ainda poder trabalhar com o cantor Belo: “Sempre fui pagodeiro e sambista, e sempre gostei muito do som do Belo, que, aliás, tem uma boa banda”. 

Sobre seu processo de composição e produção, o artista geralmente compõe tocando acordes livremente e buscando alguma melodia. A letra vem depois. Na produção, o desafio é achar uma harmonia entre acordes e uma melodia a fim de conseguir o resultado desejado.  

Por fazer parte de uma geração que cresceu com a internet, Gabriel acredita que a ferramenta digital o ajudou bastante no aprendizado musical que adquiriu. Para ele, o caminho do artista ficou mais acessível. 

“Lute, corra atrás, estude para ser o melhor, respeite seus amigos de trabalho, movimente suas redes, isso vai te levar a lugares que você não imagina, use-as a seu favor! E mesmo que tudo pareça não estar a seu favor, corra atrás e não desista nunca”, encoraja. 

Futuro – Após morar quatro meses em São Paulo e estar de volta a Niterói, Gabriel pretende reabrir e movimentar seu estúdio em Novembro, voltar a produzir e nunca parar de estudar, em busca de consolidar sua carreira e conquistar a admiração do público. 

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