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Um resgate da bossa nova

Marcus Lima convida amigos para única apresentação nesta sexta, às 20 horas, no Teatro Municipal de Niterói. Show será uma celebração dos 60 anos do gênero

Apresentação no Municipal vai contar com algumas participações especiais, como as de Fernando Merlino no piano, Mauro Costa Jr

Foto: Divulgação/Gilmar Damásio

Dia 10 de julho de 1958. Um dia que poderia ser como qualquer outro, mas, graças a João Gilberto, não foi. Esse foi o dia em que João escrevia a canção “Chega de Saudade”, há exatos 60 anos, canção considerada como a primeira do gênero que viria a ser um dos maiores do país, ganhando repercussão mundial por se influenciar muito no jazz (gênero em alta nos EUA na época): a bossa nova. A partir daí, surgiram diversos artistas que se influenciaram e fizeram seu nome com a bossa, como Nara Leão, Vinicius de Moraes e Tom Jobim.

Apesar de hoje em dia o gênero ter perdido muito de sua importância, ainda há quem aposte nele. Marcus Lima, por exemplo, desenvolveu e amadureceu sua arte atuando como intérprete em hotéis, pubs e bares da orla carioca ao longo de sua carreira. Nesta sexta (13), o músico apresenta no Teatro Municipal seu show em homenagem ao gênero brasileiro. “60 anos da bossa – a bossa de Marcus Lima” vem com a proposta de trazer de volta à cena esse que foi um dos maiores movimentos musicais da última década no Brasil.

 “Aqui no Brasil, é preciso que se tenha uma política de renovação de plateia, que começa com as crianças das escolas públicas sendo levadas aos teatros para assistirem a um bom show de bossa nova, por exemplo. Só assim poderemos conquistar novos ouvintes”, afirma Marcus, que também ressalta a visibilidade do gênero fora do País. “Fora do Brasil, a bossa nova ainda tem muito espaço, sim! A música que mais desperta interesse lá fora (destacando os Estados Unidos, Europa e Japão) ainda é a bossa nova e o samba, seguida do forró, que tomou muito fôlego nos últimos anos”.

Com participações de Fernando Merlino no piano, Mauro Costa Jr. no violão midi e da cantora, poetisa e atriz Elisa Lucinda, o artista conta um pouco de como foi o processo de montagem.

“A ideia foi minha. Me sinto muito à vontade cantando essas músicas que já faziam parte do meu repertório afetivo naturalmente. O trabalho maior foi arrumá-las harmoniosamente de modo que mostre o quanto elas influenciaram os novos compositores e poetas em geral, se metamorfoseando em novas canções. Recebi também a ajuda luxuosa do João Carino, grande pesquisador da música brasileira, para juntos escrevermos esse roteiro tão prazeroso para mim”, conta. 

A cantora, poetisa e atriz Elisa Lucinda

Foto: Divulgação/Gilmar Damásio

Em seu repertório, estarão presentes canções dos principais criadores da bossa, entre eles os já citados Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto, além de Marcus Valle e Newton Mendonça. 

 “Também da geração posterior, que foi a mais influenciada, estão canções de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, João Bosco e o meu grande parceiro, Márcio Proença”, revela.

Apesar de Marcus ser muito ligado à bossa nova e a cantores de gerações passadas, está sempre ligado no que se é produzido hoje em dia. Tiago Iorc, Johnny Hooker, Liniker e Criolo são alguns dos artistas atuais que ele elogia.

“Considero todos muito talentosos e acho que, no processo de amadurecimento de cada um, podem contribuir muito para a evolução da música popular brasileira, tanto na estética poética quanto na comportamental”, argumenta. 

O Teatro Municipal fica na Rua Quinze de Novembro, 35, Centro, Niterói. Sexta, dia 13, às 20h. Preço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Classificação: livre. Telefone: 2620-1624.

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