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Uma celebração da França

Começa nesta quinta, no Cine Arte UFF, o Festival Varilux de Cinema Francês

Safra reúne filmes como “Graças a Deus”, “Asterix e o segredo da poção mágica” e “Cyrano de Bergerac”

Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (6), o Festival Varilux de Cinema Francês chega a sua décima edição, que alcançará 80 cidades no eixo Rio-São Paulo. Em Niterói, o evento acontecerá no Cine Arte UFF, onde, no dia 6, estreará com as exibições de dois longas: “O Professor Substituto”, às 16h, e “Através do Fogo”, às 18h10. 

Esta edição - mais do que especial para o evento - incorpora às temáticas escolhidas duas datas especiais, uma para a França e outra para o cinema francês. A primeira é a celebração, em julho, dos 230 anos da tomada da Bastilha, evento que marca a Revolução Francesa. 

Com isso, o festival homenageia o processo histórico com a exibição do filme “A Revolução em Paris” (2018) - uma superprodução de 17 milhões de euros - e com a visita do cineasta Pierre Schoeller - diretor do filme e vencedor de quatro prêmios César por dois filmes -, que integra a delegação francesa que participará do evento.  

A segunda data especial é o aniversário do longa “Cyrano de Bergerac”, de Jean-Paul Rappeneau, com Gérard Depardieu, que completa 30 anos de seu lançamento. O filme foi escolhido como o clássico desta edição, que, no Cine Arte UFF, será exibido dia 9, às 17h50. Esses filmes integram os 18 longas-metragens da programação que serão exibidos entre 6 e 19 deste mês, dentre os quais podemos citar também “Amor à Segunda Vista”, de Hugo Gélin, estrelado por Joséphine Japy e François Civil - atores que participam da delegação que estará presente em sessões especiais; “Quem você pensa que sou?”, de Safy Nebbou, com Juliette Binoche no elenco; e “O Chamado do Lobo”, de Antonin Baudry. Civil atua em todos eles. 

Outro ator que marcará presença é Swann Arlaud, que atua no filme “Graças a Deus”, mais novo longa de François Ozon, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano. Ao todo virão nove franceses, entre atores e diretores.
“Graças a Deus” ao lado de “Inocência Roubada”, de Andrea Bescond e Eric Metayer, representam os filmes que abordam questões sociais, em específico o tema do abuso sexual. 

“Em 2017 e 2018, a temática do abuso sexual e a campanha #MeToo foram muito importantes na França e no mundo. Então, a gente fez questão de trazer esses filmes, que falam desse assunto com pontos de vista muito diferentes. “Graças a Deus” conta a história de três pessoas que decidiram falar de abusos sofridos dentro da Igreja Católica há 30 anos. Já em “Inocência Roubada”, a diretora retrata sua própria história, quando foi abusada na infância e se salvou através da arte, mais especificamente da dança”, explica Emmannuelle Boudier, realizadora do festival. A programação completa pode ser conferida no site www.variluxcinefrances.com.

 
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