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Quadrinista gonçalense ganha prêmio com HQ sobre folclore nacional

Eberton Ferreira ganhou em primeiro lugar como Melhor Roteirista do II Prêmio ABRAHQ (Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos) através de voto popular, com a segunda revista da série Causos: “A Bruxa da Floresta”

Foto: Divulgação

Quem nunca se aventurou, riu, viajou e soltou a imaginação através das histórias em quadrinhos? Conhecidas também como HQs, elas atravessam décadas e acompanham todas as gerações, desde a infância até a fase a adulta. A primeira história em quadrinhos moderna foi criada pelo artista americano Richard Outcault, em 1885, e, desde então, ganhou fãs pelo mundo todo. Grandes sucessos cresceram nas páginas das HQs, mas foi na Segunda Guerra Mundial que os quadrinhos estouraram nos EUA com o surgimento dos super-heróis, entre eles Super-Homem, Capitão América, Mulher Maravilha, Batman e Robin...

Foi inspirado pela criação de Bob Kane – o misterioso e sombrio  personagem Batman (1939), – que Eberton Ferreira começou a criar suas primeiras histórias em quadrinhos. A criatividade cresceu com ele, que, desde pequeno, já inventava personagens com características de seus pais, primos e amigos. Como sempre gostou de histórias investigativas e de terror, além de fã das HQs, Eberton se dedicou à carreira de quadrinista e, no dia 27 de janeiro deste ano, ganhou em primeiro lugar como Melhor Roteirista do II Prêmio ABRAHQ (Academia Brasileira de Histórias em Quadrinhos), através de voto popular, com a segunda revista da série Causos: “A Bruxa da Floresta”. Além disso, o quadrinista gonçalense recebeu o segundo lugar em outra categoria, a de Melhor Lançamento de 2016, pelo trabalho que fez em parceria com o também quadrinista Marcos Gratão, o crossover: “Os Sete”.

“Me senti honrado por ter não só um, mas dois trabalhos indicados e, ainda melhor: os dois premiados! Foi uma noite de glamour, de reconhecimento pelos trabalhos que fazemos por amor, mas que são árduos e necessitam de disciplina e dedicação. Acredito que uma parte do reconhecimento tenha sido através da Family Geek Brasil, um evento organizado pelo Daniel Balboa, que eu participo e exponho meus trabalhos quase todos os fins de semana nos shoppings do Rio de Janeiro. Inclusive o evento ganhou em segundo lugar o prêmio da ABRAHQ na categoria de Melhor Evento em 2016 ”, conta Eberton.

A série premiada, que traz as capas com arte de Fábio Henrique Chibilski, é uma releitura do folclore brasileiro com uma mistura de terror, suspense e investigação.

“Essa minha série de HQ desvenda as origens do nosso folclore e, a cada edição, traz o surgimento de uma das nossas lendas entremeando a história do Brasil colonial e a ficção. O roteiro premiado é o primeiro material no mundo a fornecer uma origem para a personagem Cuca, mais conhecida pelos contos da obra “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, de Monteiro Lobato. Por essa razão, de ser um material inédito e embasado em pesquisas históricas, pesou para a conquista do prêmio”, explica.

Com uma rotina agitada, Eberton divide seu dia entre seu comércio, os desenhos e uma barraquinha de churrasquinho, em seu bairro, Porto da Pedra, em São Gonçalo – onde aproveita para expor seus trabalhos. O pessoal que frequenta o local já até inventou um apelido para o point: Churrasquinho Cultural do Tom.
“Eu tenho encontrado muita gente que é aficionada por quadrinhos, pessoas aqui do bairro que têm 20 mil gibis, outros que têm 5 mil. O pessoal para para beber uma cerveja, comer um churrasco, ler um quadrinho e falar sobre cultura. Está sendo muito bom esse contato que estou tendo com o público, em expor meu universo particular e ganhar o reconhecimento deles”, comenta.  

O objetivo de Eberton agora é focar em suas três séries: A Rede da Carne, a saga do Xamã e a Causos, a qual pretende escrever pela vida toda. “A série Causos não vai ter fim, vou falar o máximo que eu puder do nosso folclore”, conclui Eberton. 

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