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A nova loira do funk

Camilly Cardoso, jovem revelação de Niterói, comanda a ascensão da voz feminina no funk carioca

Lucas Benevides

Com apenas 20 anos, a DJ niteroiense Camilly Cardoso vem comandando, nas pickups, a cena entre as mulheres no mundo do funk. Seguindo a onda de DJs que assumiram o protagonismo na cena, Camilly já toca nas principais casas de shows do Rio de Janeiro e também fora do Estado.

Ela diz que sempre gostou de funk, e como já tinha um primo que trabalhava como DJ, acabou pegando paixão pelo trabalho. “Amo funk com todas as minhas forças. Adorava noitada e conhecia várias pessoas que viviam ‘da noite’.

Eu escolhi tocar funk porque é uma cultura que tem no Rio e valorizo muito, eu gosto de todos os estilos musicais, mas minha raiz mesmo é o funk. Amo tocar, dançar, são coisas que tiram uma energia surreal de dentro de mim”, conta.

Apesar do sucesso, Camilly admite que, por ser uma mulher e jovem no mundo do funk, já sofreu certos preconceitos. Nada que não fosse contornado com muito trabalho. Hoje, se considera respeitada, deu a volta por cima.

“Claro que já sofri alguns olharem como 'O que essa garota quer?' e 'Onde ela vai chegar?'. Trabalho muito para fazer o melhor set possível. Estudo bastante as músicas do momento, o tipo de evento, o público... São horas e horas atrás do que gosto verdadeiramente. Nos últimos anos, as mulheres vêm quebrando esse tabu no funk e mostrando que em qualquer área elas podem ter sucesso. Estou planejando em fazer no Beach Club de Piratininga um videocast das 'faixa-rosa', ou seja, eu tocando e várias MCs em volta cantando suas músicas.  Só as mulheres, para mostrar a nossa força”, revela Camilly, que também conta que já foi convidada para tocar nos principais bailes funk do Rio de Janeiro.

“Já toquei no Baile da Gaiola, que hoje é o maior baile funk do mundo. Botei para quebrar lá, dei a minha vida no palco. Fora ele, também fui chamada para tocar no Martins, que é um dos principais de Niterói. O próximo que tenho o sonho de tocar é o Baile da Colômbia, que está crescendo muito no Rio”.

Ultimamente, principalmente com a ascensão do DJ Rennan da Penha, os DJs estão em alta em festas no Estado do Rio de Janeiro. O 150 bpm (batimento mais acelerado que o do funk tradicional) vem tomando conta do gênero, como conta a DJ. “Na verdade, o DJ vem retomando o seu espaço. Antigamente eles dividiam os holofotes com os MCs, como foi no caso do Malboro. Infelizmente, com o tempo, isso foi se perdendo, mas voltamos com tudo. É uma valorização do nosso trabalho. Eu, particularmente, como amo dançar, também meio que faço as duas coisas nos meus shows. Enquanto parte de uma música rola, eu me divirto dançando”, explica.

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