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Crise assola a educação estadual no Rio de Janeiro

Com retorno programado para ontem, alunos foram dispensados nas unidades da Faetec

Alunos que chegaram para estudar no Henrique Lage acabaram dispensados. Greve segue por tempo indeterminado

Foto: Evelen Gouvêa

Após decisão do recém-empossado secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação Social Gustavo Tutuca para que as aulas da Faetec retornassem nesta segunda-feira (7), mesmo sob protesto de funcionários, alunos da instituição foram surpreendidos com a dispensa das aulas. Com reclamações sobre as condições de funcionamento nas unidades, o Sindicato de Profissionais de Educação da Faetec (Sindepefaetec), em assembleia realizada nesta segunda, deflagrou greve por tempo indeterminado. Na Escola Técnica Estadual Henrique Lage, no Barreto, alunos também foram dispensados.

Luiz Eduardo Ferreira, um dos coordenadores do sindicato e professor de Informática da unidade de Quintino, no Rio, relata que muitos professores estão deixando seus empregos por problemas relativos ao atraso dos pagamentos, que já somam quatro meses – além do 13º do ano passado, ainda não recebido – além de questões relacionadas à saúde mental dos funcionários.

“A comunidade escolar sente, nitidamente, o que está acontecendo. Não apenas os professores, mas recebo informações de que até os alunos estão sofrendo de problemas como depressão e ansiedade devido a esse estado de incerteza”, relata.

Em nota, a Faetec informa que o segundo semestre letivo começou oficialmente na segunda-feira, mas as turmas de Ensino Fundamental e Ensino Médio Integrado, na qual os estudantes cursam o ensino técnico e o ensino regular de maneira conjunta, funcionarão apenas em um turno. A medida, segundo a instituição, “não afetará o calendário escolar”. 

Já a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação Social informou que houve um grande esforço para reabrir as unidades, a partir de reuniões com os técnicos da própria Secretaria e com representantes da Secretaria Estadual de Fazenda, com o intuito de encontrar soluções para pagar salários e os custos da Fundação. “O nosso desafio é acertar o pagamento de todos os nossos servidores e recuperar os serviços oferecidos, tão importantes para a população”, comenta.

Uerj - O agravado caso das unidades da Faetec não é o único relacionado à educação pública estadual. A Uerj, emblemática entidade que sofre com grandes cortes nos últimos anos, teve o vestibular com menos inscritos de sua história, além de ter sua categoria de docentes em greve por tempo indeterminado. Inclusive, os docentes da instituição assinarão um documento repudiando o secretário Gustavo Tutuca. 

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