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Inovações na aprendizagem

Equipamentos de última geração auxiliam estudantes e profissionais no treino para procedimentos

Mesa projeta o corpo humano para estudos de anatomia nas universidades brasileiras e pode ser usada tanto na vertical quanto na horizontal

Divulgação

Ainda que o surgimento de novas tecnologias demande a atualização constante dos profissionais, as inovações surgem como aliadas no processo de aprendizagem. Equipamentos de última geração têm auxiliado estudantes e profissionais já atuantes no mercado no treinamento de procedimentos cirúrgicos. 

É o caso dos biomodelos de órgãos em 3D. Enquanto o uso desse material com o depósito de células para substituir os transplantes ainda não vira uma realidade no Brasil, as impressões são usadas por médicos no planejamento de cirurgias. 

“Hoje, um residente ou médico que vai treinar uma nova técnica, opera cadáveres, que é muito raro, ou o treinamento direto nos pacientes. Com a impressão 3D, você consegue criar patologias para que o residente ou médico possa treinar antes de colocar a mão no paciente”, explica o CEO da BioArchitects, Felipe Marques. 

A empresa já produziu cerca de 2,5 mil biomodelos - que custam em média R$ 5 mil, utilizados em cirurgias - a grande maioria em cirurgia cardiovascular e ortopedia. 

A ideia é que esse uso possa se tornar frequente também nas salas de aulas das faculdades. 

Felipe Marques acredita que o uso de biomodelo será cada vez mais comum. Santana prevê que em 2019 surjam novos cursos voltados para telemedicina

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“Algumas universidades já vêm fazendo a parte de segmentação, tornando as imagens 2D dos exames em 3D, mas com relação à impressão isso é muito incipiente ainda nas faculdades da área médica.

Simulador - A startup brasileira Csanmek desenvolveu um simulador que substitui o uso de cadáveres em aulas de anatomia. A plataforma funciona como uma mesa. Modelos tridimensionais do corpo humano, ricos em detalhes, são exibidos nos retroprojetores. 

De acordo com o fundador da Csanmek, Claudio Santana, 70 universidades brasileiras utilizam os equipamentos desenvolvidos pela startup, entre elas 50 são voltadas para o curso de Medicina. 

“Tem que proporcionar ao aluno a possibilidade de ter contato com o que ele vai encontrar lá fora. Há uma carência de capacitação. Estamos trabalhando para que eles possam se conectar a esse novo cenário. Temos, por exemplo, a telemedicina dentro da sala de aula para o aluno aprender com base na evidência, no real. É uma tendência que para o próximo ano surjam novos cursos voltados para isso. As pessoas estão buscando, mas não estão encontrando”, conta Claudio, que também é gestor de Tecnologia em Saúde e especialista em educação médica.

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