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Alegria e superação na Praia de Icaraí

Projeto Nitvolei Mania completa 15 anos com muitas histórias e se torna referência do esporte na Zona Sul da idade

Alexandre e os alunos celebram os 15 anos de amizade, que só foi possível graças ao vôlei de praia, em Icaraí

Lucas Benevides

Quem passa pela Praia de Icaraí, mais precisamente na altura da Avenida Jornalista Alberto Francisco Torres com a Rua Miguel de Frias, toda quarta, sexta e sábado, às 7h30, já deve ter se deparado com uma turma animada jogando vôlei. O que talvez muita gente não saiba é que ali cada atleta amador carrega uma história de superação. Seja por problemas de depressão ou de saúde, os cerca de 80 alunos deram a volta por cima graças à boa vontade e entrega do professor Alexandre Ribeiro, de 45 anos e que há 15 decidiu ajudar cada aluno e desde então fundou o Nitvolei Mania.

Alexandre é do tipo que chama atenção onde quer que passa. Com um sorriso contagiante, o professor contou que começou o projeto de maneira peculiar. Ao chegar na Praia de Icaraí, com uma bola de vôlei, um idoso de 70, apelidado de Zé Luiz, o viu brincando com a bola e perguntou se ele ensinava a dar manchete e foi aí que tudo começou.

“Eu disse pra esse senhor que ensinava. Com o passar dos dias, a gente jogando acabou atraindo outras pessoas que quiseram aprender e acabamos formando um grupo, que hoje é o Nitvolei. Temos inclusive uma rede chamada de Zé Luiz, para homenageá-lo. São pessoas de diversas idades, mas em grande parte a turma é composta por pessoas um pouco mais de meia-idade”, disse Alexandre.

A história de Alexandre e o início do projeto foram parar no Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que lhe rendeu uma homenagem marcante durante as Olimpíadas no Rio em 2016. O professor foi um dos responsáveis por carregar a tocha olímpica na cidade.

A aluna Vera Lúcia Azevedo se lembra de quando entrou na turma. Ela contou que sempre que caminhava na orla da Praia de Icaraí via o grupo jogando. A alegria chamava a sua atenção: “Perguntei se poderia jogar e me aceitaram na hora. Aqui aprendemos todos os fundamentos e o Alexandre cobra mesmo”, contou Vera.

Para Alexandre, fica a certeza de que o projeto está no momento certo: “Que venham mais histórias e mais 15 anos”, brincou.

 
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