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Campeãs em busca da coroação

Martine Grael e Kahena Kunze fazem balanço de 2018 e projetam competições deste ano e Olimpíadas de Tóquio

Velejadoras relataram dificuldades encontradas no último ano e garantiram que farão de tudo para ganhar as próximas competições deste ano

Lucas Benevides

Com sede de ainda mais títulos, as velejadoras brasileiras Martine Grael e Kahena kunze, que vivem grande fase na carreira, projetaram o ano de 2019 com competições importantes batendo na porta.

As atletas que faturaram a medalha de ouro nas olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, viveram intensamente o ano de 2018 e aumentaram ainda mais o currículo de títulos com conquistas que vieram do outro lado do mundo. 

Após se garantirem nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, na disputa do Mundial de Vela na baía de Aarhus, na Dinamarca, as brasileiras foram para a Ásia desfilar pelos mares japoneses como se estivessem no quintal de casa.

A niteroiense Martine e a paulista Kahena contaram como foi a experiência de disputar o campeonato em Enoshima, no Japão, evento teste para os próximos jogos olímpicos.

“Foi muito diferente, ficamos muito tempo no Japão! Foi uma temporada bem grande em uma cultura muito diferente da nossa. Além das dificuldades nas águas, a língua e a comida eram obstáculos, por isso a preparação teve que ser diferenciada para a disputa. Bom que deu tudo certo no final!”, disse Martine Grael.

Dupla planeja novas conquistas para 2019

Foto: Douglas Macedo

Kahena explicou que para o evento teste nas águas japonesas, a dupla necessitou de um preparo diferenciado.

“Nesses casos extremos, a preparação é feita toda no local de competição. Fazemos questão de ir muito antes para nos adaptarmos o mais rápido possível às condições adversas. Além disso, existe ainda a diferença de quase 12 horas no fuso horário, o que aumenta bastante a dificuldade”, disse.

Apesar das complicações, a dupla se mostrou entrosada e garantiu mais um ouro na carreira, e com certa facilidade.

Outra experiência que também foi citada pela dupla foi o período em que a filha de Torben Grael passou longe da equipe para disputar a Volvo Ocean Race. De acordo com Martine, foi uma competição difícil, mas de muito aprendizado.

“Depois da olimpíada surgiu a oportunidade de participar dessa regata, e não tinha como recusar. Aprendi muita coisa nesse período, pensei em desistir em vários momentos, mas valeu a pena ter ficado lá, pois tem coisas que vale a pena aprender apesar de tudo”, declarou.

Buscando novas conquistas nesse novo ano, as campeãs olímpicas querem superar a pressão de serem sempre consideradas favoritas em qualquer torneio que venham a disputar.

“Como chegamos nesse nível competitivo e agora temos esse status de favoritas, precisamos aprender a administrar o foco e selecionar os campeonatos para chegar bem preparadas. Esse é o desafio de campeãs olímpicas, saber os seus picos e os seus baixos para não vacilar”, disse Kahena.

“Eu acho que o foco para ser campeã olímpica novamente é sempre melhorar, chegar nos jogos com a sensação de que fez o que era certo e possível, assim tudo flui naturalmente. Vamos fortes para esse ano”, completou Martine.

As brasileiras confessaram que têm boas expectativas para a temporada 2019. Ao longo do ano, prometem encarar todos os desafios, mantendo a esperança de garantir mais títulos para o Brasil. 

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