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Chance através da bola oval do rugby

Projeto social leva prática do esporte para comunidade local

Os jovens inseridos no projeto da ONG UmRio tem, além da prática esportiva, com o aprendizado do rugby, possuem ainda acompanhamento médico e educacional

Foto: Divulgação

Um empoeirado repleto de jovens atrás de uma bola transforma o esporte novamente em porta de esperança para oportunidades e mudança de vida de uma população carente. Entretanto, engana-se quem pensa que esse esporte é o o futebol. Na verdade, é através da bola oval do rugby e buscando marcar os tryes que crianças e adolescentes do Morro do Castro têm a chance de uma nova vida, através de projeto social desenvolvido pela ONG  UmRio na comunidade niteroiense que conta ainda com acompanhamento médico e educacional para jovens e crianças de 5 a 18 anos em quatro categorias diferentes com 42 horas semanais de atividades.

O projeto surgiu através da vontade do inglês Robert Malengrau em desenvolver o rugby gerando interesse da juventude. Ele, que tem a nacionalidade brasileira devido a mãe, aprendeu o esporte na Universidade de Oxford, umas das mais tradicionais do Reino Unido. 

“Minha tese de mestrado era o papel de políticas públicas em favelas com UPPS e como essas políticas consgeuem gerar inclusão social nas favelas do Rio. Inclusão é um tema subjetivo e mudar a forma como as pessoas enxergam a favela. Juntou isso com minha experiência em uma escala maior”, destacou.

Robert explicou que o modelo da ONG possui cinco pilares:  rugby, educação, ação comunitária, liderança e saúde. 

“Nosso modelo atual tem cinco pilares:  rugby, educação, ação comunitária, liderança e saúde. A criança entra pelo rugby e consegue acessar outros serviços. O rugby começou do zero. Começamos uma cultura esportiva e que não tem a bagagem de outros países. E podemos criar uma base e depois fazer com que a criança se sinta à vontade para ir aos outros pilares voluntariamente”, explicou.

Ele revelou como vem sendo a aceitação da prática e contou que foi realizado um trabalho de capacitação de professores da escola local para desenvolver o trabalho. Existem quatro categorias que são:  baby blues (5 a 11), light blues (de 12 a 14), sky blue (15 a 17) e dark blue (acima de 18 anos).O professor também destacou que tenta implantar a igualdade entre meninos e meninas, inclusive escalando times mistos nos Jogos Escolares de Niterói (JEN).

 Ele explicou ainda que os valores de disciplina e igualdade do rugby podem ajudar na formação dos jovens. 

“Tentamos o máximo possível colocar as meninas como capitães e a gente alavanca isso para combater uma mentalidade machista que transcende a sociedade inteira. Os valores do rugby para o dia a dia e combater certas questões negativas como machismos.  A gente sabe que as crianças do projeto tem se destacado e que as notas, a concentração melhora e a evasão diminui. 98% de crianças que entram ficam mais confiantes de acordo com avaliações congnitivas que fazemos. Temos 42 atividades extracurriculares por semana e nosso exame de saúde desde o começo do ano proporcinou tratamento odontológico e médico de graça, através de parcerias”, detalhou.
 Ele ainda explicou o motivo de ter escolhido o Morro do Castro.

“Inicialmente iríamos avaliar a possibilidade de trabalhar na Maré e recebi um convite para trabalhar no Morro do Castro. Depois de eu investigar, ele se encaixava dentro dos paramêtros que queria estabelcer no projeto. Os serviços públicos são ruins. A comunidade socialmente carente. A gente quer alcançar todas as crianças e jovens que estão vulneráveis no Morro do Castro”, revelou.

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