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Contra a hegemonia de Hamilton

Lewis Hamilton já venceu seis das nove etapas da Fórmula 1 neste ano. Ele segue praticamente imbatível na temporada e tem tudo para vencer na Áustria

Reprodução de Twitter

Lewis Hamilton segue absoluto na Fórmula 1 em 2019. Com a vitória no GP da França no último domingo, o piloto da Mercedes alcançou seu sexto triunfo em nove etapas disputadas, e lidera com folga o Mundial. Com 187 pontos, o britânico tem vantagem de 36 para seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas, e está a impressionantes 76 pontos à frente de Sebastian Vettel, o terceiro na tabela e piloto mais bem colocado da rival Ferrari.

Sem muita pausa para descanso, a F1 seguiu de Le Castellet para Spielberg, onde será realizado neste domingo o GP da Áustria. Esta será provavelmente a melhor chance da escuderia italiana desbancar a Mercedes pela primeira vez no ano. Depois de fracassar no Bahrein e no Canadá, outros dois circuitos favoráveis aos carros vermelhos, a Ferrari tem no Red Bull Ring características únicas e que podem ser usadas a seu favor.

A pista austríaca é curta. Com apenas 4.318 km, ela é a 18ª mais curta do calendário 2019, e só perde para Interlagos (4.309), Cidade do México (4.304), e Mônaco (3.337). São poucas curvas entremeadas por retas curtas e rápidas, o que dá mais peso à potência dos motores sobre a aerodinâmica.

Localizada a 700 metros acima do nível do mar, é a segunda em altitude no calendário, só perdendo para a pista mexicana (2.200 m). A reduzida densidade do ar será agravada pela onda de calor que atinge o continente europeu, e a previsão aponta para temperaturas em torno de 30 graus no horário da corrida.

As circunstâncias levaram Hamilton a admitir a dificuldade em prever o desempenho dos carros, e a ressaltar o esforço extra para refrigerar os equipamentos.

“Está muito, muito quente aqui, e a cerca de 700 metros em altitude. São somente 10 curvas, mas o carro está sempre no limite em termos de refrigeração. Os carros são mais pesados este ano, então os freios vão sofrer ainda mais,” disse Hamilton.

“Eu não sei como vamos nos comportar. As Ferraris vão estar próximas, então eu não sei, o carro deles se comporta de maneira diferente em pistas diferentes. E a Red Bull foi rápida aqui no ano passado, então será interessante ver como eles se comportam desta vez,” completou.

A disputa interna dentro das duas principais equipes também deve ser mais acirrada neste domingo. Tanto Valtteri Bottas como Charles Leclerc tem retrospectos muito bons na Áustria. O finlandês cravou a pole no circuito nas duas vezes em que disputou a prova pela Mercedes, desbancando Hamilton, e ainda largou na primeira fila pela Williams, em 2014.

Já Leclerc, que vem de um terceiro lugar na França, venceu no Red Bull Ring largando da pole na GP3 e na Fórmula 2.
O Grande Prêmio da Áustria tem largada marcada para as 10h10 da manhã deste domingo, pelo horário de Brasília. 



 

 
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