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Dobradinha de medalhas no Rio

Silvânia Costa fatura o ouro e Lorena Spoladore leva o bronze no salto em distância da categoria T11

Brasil conseguiu dobradinha no pódio do salto em distância feminino da classe T11 nesta sexta-feira (1. Saltando para 4,98m, Silvânia Costa foi a melhor da prova e levou a medalha de ouro, enquanto Lorena Spoladore ficou com o bronze, fazendo 4,71m em sua melhor marca. Thalita Simplício também competiu, mas ficou na quinta posição, com 4,54m.
A prata ficou com a marfinense Fatimata Diasso, que pulou para 4,89. Diasso liderava a prova e ia garantindo o ouro até a última tentativa de Silvânia, que em seu último salto finalmente conseguiu seu melhor desempenho do dia e foi capaz de ultrapassar a concorrente.

Silvânia vence o ouro justamente de uma prova da qual detém o recorde mundial, que é de 5,46m. Silvânia é irmã do também medalhista de ouro paralímpico Ricardo Costa, que no Rio 2016 garantiu a primeira medalha dourada para o Brasil, ao vencer a categoria masculina da mesma prova que a irmã, o salto em distância T11.

Curiosamente, Ricardo conquistou seu lugar no pódio em condições semelhantes a da irmã: estava atrás do concorrente que ficou com a prata antes de seu sexto e último salto, mas conseguiu se superar na tentativa final e sair vitorioso de maneira emocionante. 

Terezinha – Terezinha Guilhermina conquistou sua segunda medalha nos Jogos Paralímpicos do Rio. No início da tarde, a mineira terminou na terceira colocação na final dos 400m rasos classe T11 (para deficientes visuais) e levou o bronze.

Terezinha completou a prova com tempo de 57s97, atrás da venezuelana Sol Rojas, medalhista de prata com 57s64, e da chinesa Cuiqing Liu, que fez a marca de 56s71 e subiu mais uma vez ao lugar mais alto do pódio no Rio.

A brasileira, tricampeã paralímpica, já havia levado uma prata no Rio, no revezamento 4x100m. Com isso, o bronze desta sexta-feira é a primeira conquista individual de Terezinha, que tem três ouros, duas pratas e três bronzes em seu histórico de Paralimpíadas.

Foi a última participação de Terezinha Guilhermina nos Jogos do Rio. A atleta não conseguiu repetir a grande campanha que fez em Londres, quando levou dois ouros, nos 100 e 200m rasos, e Pequim, quando levou um ouro, uma prata e um bronze. 

Hipismo – Depois de faturar o bronze no adestramento individual misto grau IA (atletas com limitações nos quatro membros e no tronco) na quinta-feira, Sergio Oliva voltou a atingir o feito nesta sexta. O brasileiro conquistou a medalha de bronze novamente, desta vez no estilo livre da mesma categoria.

Com o cavalo Coco Chanel, Oliva marcou 75.150 pontos, após receber 73.600 na nota técnica e 76.700 na artística. O topo do pódio ficou com a britânica Sophie Christiansen, que marcou 79.700. Anne Dunham, também da Grã-Bretanha, ficou com a prata, ao atingir 76.050 pontos.

Esta é a segunda medalha do hipismo brasileiro na história das Paralimpíadas. A primeira delas veio com o bronze de Oliva nesta quinta-feira. Coincidentemente, o cavaleiro foi responsável também pela conquista da 50ª medalha do Brasil na Rio 2016, marcando um feito histórico.

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