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Indiferença em relação ao drama de Messi

Brasileiros se mostram alheios à chance de Argentina não ir à Copa

O goleiro Ederson, que será titular contra o Chile, na próxima terça, em São Paulo, destacou que não se importa com a possibilidade da Argentina não disputar a Copa

Foto: Pedro Martins / Mowa Press

A Seleção Brasileira está alheia à acirrada disputa pelas demais vagas sul-americanas na Copa do Mundo. Com o primeiro lugar das Eliminatórias assegurado, somando 38 pontos, o time de Tite dá de ombros à possibilidade de ser o fiel da balança na última rodada, em que terá o Chile como adversário, na terça-feira, no Palestra Itália.

Questionado sobre a possibilidade de o Mundial da Rússia ser realizado sem o meia argentino Lionel Messi, cinco vezes premiado pela Fifa como o melhor jogador do mundo, o goleiro Ederson abriu um sorriso. “Para mim, é indiferente. O importante é que o Brasil está classificado. Se ele vai para a Copa ou não, não tem importância para mim”, disse o atleta do Manchester City, da Inglaterra, que será observado pelo técnico Tite como titular.

A escalação do Brasil, que poderá ter testes em outras posições, é olhada com atenção por várias das demais seleções do continente. Afinal, o Chile está na terceira posição das Eliminatórias, com 26 pontos, brigando por uma das quatro vagas diretas no Mundial da Rússia – há ainda um lugar na repescagem, para o quinto colocado.

Hoje, Uruguai (28 pontos), Colômbia (26) e Peru (25) completam com Brasil e Chile o grupo dos cinco primeiros das Eliminatórias sul-americanas. Argentina (25) e Paraguai (24) seguem vivos na briga pela classificação à Copa do Mundo.

“A nossa cabeça está no nosso trabalho. O problema deles é problema deles”, avisou o lateral esquerdo Alex Sandro, que já ganhou uma chance como titular no empate por 0 a 0 com a Bolívia, na quinta-feira, em La Paz. “Vamos pensar realmente no nosso trabalho, no dia a dia, no que podemos melhorar. O problema deles já não é nosso”, repetiu.

Alex Sandro, contudo, até contaria com um motivo para torcer pelos argentinos. Na Juventus, da Itália, ele ficou próximo dos atacantes Dybala e Higuaín, ambos compatriotas de Messi. “Tenho amigos lá, mas não chegamos a tocar nesse assunto. Torço pela felicidade deles. Só que nós fazemos o nosso trabalho e eles, o deles”, concluiu.

Ederson – Hoje na Seleção Brasileira, o goleiro Ederson enfim trabalhou no centro de treinamento do clube em que gostaria de ter iniciado a sua trajetória profissional. Aos 24 anos, o jogador do Manchester City, da Inglaterra, ainda fala com pesar do dia em que foi dispensado das categorias de base do São Paulo.

“Sou de Osasco e tive uma passagem de quatro anos pelo São Paulo. Infelizmente, fui mandado embora por telefone, uma coisa que me deixou bem chateado. Tinha 15 anos na época e não soube lidar bem com aquilo”, contou Ederson, na tarde desta sexta-feira, ao final do treinamento que o Brasil realizou no CT são-paulino. Na noite de terça-feira, ele será titular do time que encerrará a vitoriosa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo contra o Chile, no Palestra Itália.

Há quase uma década, não foi nem sequer Ederson quem estava ao telefone na fatídica ligação da direção da base do São Paulo. “Aquilo pesou muito. Eu não estava em casa na hora. Foi a minha mãe que atendeu. Quando cheguei, ela não sabia como me informar. Acabou falando, e fui para o meu cantinho chorar muito. Passei um mês tranquilo, em casa, esquecendo o futebol. Depois, voltei para o terrão, para a escolinha do meu bairro, que me revelou”, disse.

Ederson ficou pouco tempo na antiga escolinha. Acolhido pelos pais, recebeu uma proposta para se transferir para o Benfica, de Portugal, e não hesitou em tentar a sorte no futebol europeu. “Foi uma saída precoce, mas me formei como homem e pessoa lá. Aprendi muitas coisas. Já sou um garoto maduro, que viveu muito e passou por dificuldades. Soube aproveitar as minhas oportunidades. Quero fazer isso no próximo jogo”, avisou.

O próximo jogo será bastante especial para o atleta do Manchester City. Na cidade do Tricolor paulista, ele terá a chance de mostrar o seu potencial a quem ainda não o conhece no Brasil. O técnico Tite já pretendia escalá-lo no empate por 0 a 0 com a Bolívia, na quinta-feira, mas considerou injusto promover o teste justamente na altitude de La Paz.

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