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Niteroienses na busca pela vaga olímpica

Velejadoras voltam à classe 49er FX, no mundial da Dinamarca

Em defesa do título mundial, Kahena e Martine disseram que estão com ‘sangue nos olhos’ para conseguir o pódio. Niterói também será representado por Marco Grael

Foto: Jesus Renedo/ Sailing Energy

Depois de um ano afastadas das competições pela classe 49er FX, as velejadoras de Niterói Martine Grael e Kahena Kunze estão de volta à modalidade que rendeu o ouro olímpico no Brasil. As atletas competirão entre os dias 30 de julho e 2 de agosto no Mundial de Classes Olímpicas, na Dinamarca, competição mais importante do calendário 2018 e que poderá render uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020. 

Por teleconferência com a imprensa, as atletas falaram sobre o tempo fora da 49er FX. Martine, por exemplo, integrou a equipe brasileira do Team Akzo Nobel, sendo a primeira mulher a vencer uma regata da Volvo Ocean Race. Por outro lado, Kahena focou nos estudos e no tratamento de micro-lesões para voltar mais forte neste ano. 

“Foi um período em que pude cuidar melhor de mim. Tratei alguns problemas de lesão, além de ter tirado um tempo maior para estudar, algo que eu não estava conseguindo fazer. Agora voltei para academia para me preparar melhor para esse desafio. A gente estava em um ritmo muito acelerado de competições, então foi bom para desacelerar, deixar a cabeça trabalhar melhor”, disse Kahena. 

Já Martine falou sobre a experiência de poder competir em meio a atletas masculino, algo que não havia acontecido. Para ela, foi um período para trabalhar em uma equipe maior, o que gerou aprendizado, já que nunca havia participado de alguma modalidade ou regata similar: “Foi uma experiência única”, disse. 

A respeito do mundial, que acontece a cada quatro anos, acontecerá no Centro Internacional de Vela de Aarhus, na Dinamarca. As primeiras regatas serão no dia 2 de agosto, na Baía de Aarhus. A competição reúne as dez classes do programa dos Jogos de Tóquio 2020: RS:X masculina, RS:X feminina, Laser, Laser Radial, Finn, 470 masculina, 470 feminina, 49er, 49er FX e Nacra 17. Além disso, haverá disputa também no kiteboard (feminino e masculino), como demonstração. 

Disputado de quatro em quatro anos, o Mundial de Classes Olímpicas é o principal evento do calendário da World Sailing (Federação Internacional de Vela). A primeira edição foi realizada em 2003, em Cádiz, na Espanha. 

Para Martine e Kahena, que vão defender o título conquistado em Santander, em 2014, poucas coisas mudaram na competição desde aquele mundial. No entanto, durante esses quatro anos, muitos atletas voltaram a competir, além do surgimento de novos talentos: “Nós sabemos que vai ser um desafio muito grande, mas estamos com sangue nos olhos. Estamos querendo vencer demais”, disse Martine. 

Kahena foi pela mesma linha de raciocínio e, para a atleta, a busca pela classificação para as olimpíadas virá justamente nesta primeira oportunidade: “Competimos aqui em 2013, mas estava frio. É vento que vem de diversas formas, então estamos vendo a estratégia. Caso não consigamos classificação agora, avaliaremos as outras competições que poderão nos dar essa vaga, mas esperamos nos classificar agora. A gente sabe que vai ser difícil. Temos as neozelandesas e holandesas como adversárias fortíssimas. As primeiras porque não pararam de competir e as segundas porque competem perto de casa, então vai ser bom”, analisou.   

Para Tóquio, as atletas ainda não sabem se levarão o barco que disputaram as olimpíadas no Brasil ou se terão um novo, de qualquer forma, o planejamento está sendo feito. 

“Depois desse mundial nós testaremos a raia em Tóquio e faremos uns treinos por lá”, disse Martine. 

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