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Tênis leva match point de Gustavo Kuerten

Para ex-atleta, falta de planejamento é responsável pelo cenário atual

Guga falou sobre o atual momento do tênis brasileiro

Foto: Divulgação / Fotojump

Irreverência, humildade e qualidade de um eterno campeão.  Foi assim que em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (22), durante o Rio Open, no Jockey Club, na Gávea, o ex-tenista e tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten, o Guga, conversou com os jornalistas e falou sobre diversos assuntos envolvendo o esporte, entre eles o atual momento do tênis brasileiro.

“O atual momento não tem nada extraordinário, é comum. Mas vale ressaltar o bom momento dos meninos das duplas (Bruno Soares e Marcelo Melo), que é acima da média do tênis brasileiro, que não possui um projeto ainda. Não houve planejamento após as Olimpíadas para se absorver este legado e atualmente falta grana para tudo.  Além disso, não tem como isentar um jogador do dia a dia do País. Nosso tênis ainda não oferece grandes oportunidades e isso se reflete em poucos resultados. Importante destacar o esforço. Hoje, existem algumas escolas espalhadas pelo Brasil para se construir um projeto. A Confederação faz um esforço genuíno de tentar colocar a casa em ordem, mas as dificuldades eram imensas. O torneio mostra que dá para fazer sim, afirmou, completando em seguida.

“A gente acaba ficando apenas nos jogadores, ou seja, ficamos focados em resultados e em atletas do que na formatação de um projeto de tênis. Resta esperar que apareçam torneios e os custos são menos dispendiosos. Se quiser pensar quando o tênis vai estar bom, só daqui a dez anos.  O tênis na minha época, não era bom aqui. Era mais reconhecido pelas minhas conquistas. Este torneio tem muita importância. É difícil convencer um menino para jogar tênis”, declarou. 

De forma descontraída, Guga falou ainda sobre reconhecimento feito pela revista americana Tennis, que o colocou como o 21° melhor tenista da história.

“Vai além das vitórias e conquistas esse alcance nas pessoas, o jeito de jogar, a figura. Tem um peso por isso, me elevar e me comparar com esses caras. Aquela coisa que você não consegue nem visualizar quando é pequeno. Tem uma galera que tinha que estar na minha frente como Sampras, Agassi, Nadal (risos). Me deram uma moral danada. Estar no meio dessa dimensão de jogadores é sensacional”, declarou. 

E finalizou enaltecendo o retorno triunfal de Roger Federer.

“Eu também não acreditava neste retorno. Eu lembro do Master de Lisboa, que eu tentava ser o número 1, decidi apenas jogar tênis e virei número 1.  Acho que ele pensou nisso e começou a brincar. Ele brinca mais ou menos (risos). E vem com um menor desgaste, trabalhando sério e se dedicando.  E em algum momento fica duvidoso. E imaginava que o momento atual ia ser do Murray e do Djokovic. Mas é emocionante ver ele e o Nadal brigando pelo número 1 do mundo ”, finalizou.

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