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Um novo desafio rumo ao cinturão

Projetando uma sequência de triunfos para voltar a sonhar com o título, Thales Leites enfrenta Brad Tavares no UFC 216

Thales Leites busca subir no ranking dos pesos-médios vencendo Brad Tavares

Foto: Alexandre Loureiro / Inovafoto

Um duelo contra um rival duro, que mesmo não ranqueado no peso-médio tem fama de vender caro as derrotas. Projetando entrar no top 10 do ranking, este é o novo desafio do lutador niteroiense Thales Leites, que encara o americano Brad Tavares no UFC 216, em 7 de outubro, em Las Vegas. 

Thales Leites, que vem de vitória sobre Sam Alvey, vê no duelo contra o estadunidense uma chance de engatar uma sequência de triunfos e voltar ao top 10 da categoria dos médios. Ele vem de duas vitórias e três derrotas nas últimas cinco lutas. Com o camping já em andamento, ele falou sobre a estratégia para o confronto.

“A estratégia para a luta é dançar conforme a música, sei que o Brad é um trocador nato, vai querer manter os três rounds na luta em pé. Me vejo sendo um trocador mais completo do que ele, se tiver de trocar, vou trocar, a luta começa em pé e tem de desenvolver. Cada vez mais me sinto à vontade em pé, clinchar, tentar derrubar e fazer o MMA como deve ser feito”, destacou, completando dizendo que o triunfo sobre Sam Alvey pode ser um espelho para sua próxima luta. 

“Com o Sam Alvey, troquei os três rounds com ele, derrubei quando tive que derrubar, no intuito de pontuar. Eu sei que ele é um cara difícil de derrubar e de manter no chão. Mas cada luta é uma luta, e cada atleta é um atleta. Vamos esperar acontecer as coisas”, disse.  

Em 12º no ranking do Ultimate, Thales ressaltou que apesar do rival não estar ranqueado, o duelo será difícil, devido às características e à experiência de Brad Tavares.

“É um rival muito duro, mas eu posso projetar mais ele do que ele me projetar por ele não estar ranqueado. Mas ele já esteve ranqueado e tem bastantes lutas no UFC, então é um cara bem duro, sei que todo adversário é pedreira. Queria pegar um ranqueado, mas não deu, a maioria está com luta fechada. A gente já ia lutar há um tempo atrás e ele teve algum problema, e agora fechamos a luta. O fato dele não estar ranqueado, não muda em nada o atleta que ele é. Ele sempre vende caro as derrotas”, contou.

Por fim, Thales mirou uma sequência de vitórias para buscar uma nova disputa de cinturão, se espelhando no exemplo de Demian Maia, que, aos 38 anos, encarou Tyron Wodley pelo título dos meio-médios. Em 2009, o niteroiense foi derrotado por Anderson Silva por decisão unânime, no UFC 97.

“Com certeza. Estou na categoria brigando e projetando futuramente, dependendo dos resultados, mas sempre almejando uma nova disputa de cinturão. Se não nem deveria estar ali. O Demian com 38 teve a segunda disputa de cinturão da carreira. Você tem que acreditar e fazer o seu. Vai acontecer do jeito que tem de ser, mas devemos estar preparados para aproveitar as oportunidades”, declarou.

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