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Espaços personalizados são tendência no novo jeito de morar

Compra na planta com possibilidade de modificações é um diferencial valorizado na escolha de um imóvel

Em imóveis novos ou usados, as modificações nos ambientes devem ser feitas de acordo com as necessidades dos moradores. Casais sem filhos podem curtir a integração entre os cômodos

Foto: Divulgação

Integrar, customizar, personalizar, afinal, quem não quer morar em um lugar que tenha a sua cara? Os espaços padronizados e cada vez menores dos apartamentos nem sempre atendem as necessidades e estilos de vida dos moradores. Assim, a possibilidade de personalizar esses ambientes, para ajustá-los ao perfil de cada um, é uma necessidade e um diferencial valorizado, que pode inclusive fazer diferença em um decisão de compra. Nessa busca por moradias  adaptadas e funcionais, muitas intervenções costumam ser feitas, que vão desde uma simples decoração, até  derrubar paredes, que no caso dos apartamentos envolve muitos cuidados prévios, como explicam especialistas.  

Durante o desenvolvimento do projeto de um empreendimento, diversas possibilidades de distribuição dos espaços de um imóvel são estudadas para que as unidades possam se adequar da melhor maneira aos moradores. Mesmo assim, segundo José Francisco Vieira Coelho, diretor da Pinto de Almeida, algumas modificações de layout e de substituição de materiais fazem parte dos diferenciais oferecidos aos compradores, tornando possível mudanças no apartamento quando comprado ainda na planta.  

“As alterações dos espaços internos são possíveis através das plantas opcionais. Em um empreendimento nosso em Icaraí, por exemplo, o futuro morador tinha a possibilidade de escolher entre cozinha americana ou fechada, além da opção de ampliar a suíte do casal revertendo a dispensa. Em outro, em Jardim Icaraí, achamos importante incluir como opção a escolha de abertura da porta do quarto de empregada para a área de serviço ou para dentro do apartamento, o que permitia ao espaço ser uma suíte para as visitas, um escritório, um closet ou o que a imaginação do morador desejar”, explica Vieira. 

Uma planta com possibilidade de modificações é um diferencial sempre muito valorizado pelos compradores na hora da escolha de um imóvel, afirma José Francisco. “Essas possibilidades também incluem opções de troca do material utilizado no piso do apartamento, bancas dos banheiros, cozinha e tanque, louças e metais, cubas, misturadores e chuveiros, além da troca dos revestimentos das paredes por porcelanato, cerâmica ou pastilhas. Essa possibilidade, além personalidade, confere maior comodidade ao futuro morador, que não precisa esperar o imóvel ficar pronto para deixá-lo com sua cara”, destaca Coelho.  

Durante o desenvolvimento do projeto de um empreendimento, diversas possibilidades de distribuição dos espaços de um imóvel são estudadas para que as unidades se adequem da melhor maneira

Foto: Divulgação

Seja em imóveis novos ou usados, as modificações nos ambientes devem ser feitas de acordo com as necessidades dos moradores. Casais sem filhos podem curtir a integração de sala e quarto, enquanto os com filhos tendem a preferir a privacidade, lembra o arquiteto Fernando Santos. Algumas alterações, segundo ele, podem inclusive afetar o valor do imóvel, restringindo o número de potenciais compradores, e por isso, é importante avaliar a necessidade de venda, antes de qualquer intervenção. 

“Também deve ser avaliado o contexto urbano do imóvel, pois um apartamento bem projetado e reformado em um prédio deteriorado e num bairro degradado pode, no fim das contas, dificultar a venda. Outra avaliação interessante é analisar previamente com que facilidade a mudança pode ser revertida para a planta original, caso seja necessário, pelos motivos citados”, ensina Santos.
 
Integração da cozinha com a sala, para tipo americana, do quarto com a sala, criando efeito de loft, da sala com a varanda, para ampliação da sala e do banheiro com quarto, para criar uma suíte, são as modificações mais realizadas. No entanto, incluem derrubar parede, e por isso, precisam de um acompanhamento profissional, lembra Fernando. Segundo ele, além pôr em risco a estrutura da edificação, paredes podem conter vários tipos de instalações, como hidrossanitárias, elétricas, telefônica, entre outras, por isso, antes de demolir uma, um arquiteto ou engenheiro deve sempre ser consultado. 

“Converse com pessoas que já tenham feito reformas em outros apartamentos do seu prédio para saber se encontraram algo no ponto que você deseja intervir. Todo cuidado é pouco. Apartamentos novos nem sempre são executados exatamente como foram desenhados e apartamentos antigos podem ter alterações em instalações importantes. Vale lembrar que o condomínio tem o direito de exigir um laudo técnico de um profissional, sob pena de não autorizar a execução da obra ou até embargá-la, se já estiver em andamento”, lembra o arquiteto. 

Mudanças – Apartamentos cada vez menores são uma realidade no estilo de morar contemporâneo, por isso, a modificação dos espaços também se faz necessária para criar um aspecto aspecto maior, mais amplo e convidativo, sem necessariamente derrubar paredes, lembra a designer de interiores Patrícia Hagobian.

 “Se o ambiente for pequeno, é fundamental pensar em uma decoração estratégica, criativa, para compor um espaço agradável, sem a impressão de apertado e sufocante. Para isso é possível investir em espelhos, móveis e paredes em tons neutros, inclusive pisos, e revestimentos mais claros, como forma de conseguir integração e consequente amplitude”, ensina a designer. 

Independente do porte, qualquer modificação é sempre uma busca por adaptar os imóveis ao estilo e necessidades dos moradores, ao invés de tentar encaixá-los em um espaço previamente projetado, explica o arquiteto Leo Santos. 

“Por diversas razões,  as pessoas ficam cada vez fica mais em casa, e cada vez mais recebem pessoas. Então, é preciso pensar não só na família na hora de modificar os ambientes, mas também na vida social dos moradores. Uma dica é buscar que os espaços dialoguem em seus estilos, ou seja, tenham um único conceito visual. Integrar é unir em uma mesma estética, como por exemplo, utilizar branco e madeira em todos os ambientes. Mas vale lembrar que as intervenções não precisam ser fixas e definitivas. Portas de correr, a utilização de portas camarão ou portas pivotantes, são bons exemplos que proporcionam tanto divisão quanto integração, ou seja, intervenções flexíveis, que só acontecem quando o morador deseja”, conclui Santos.

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