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Mais de R$ 90 bilhões para habitação

Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, montante será destinado ao crédito imobiliário em 2016

Durante o 11º Seminário de Investimentos Imobiliários e Turísticos do Brasil (ADIT Invest 2016), que aconteceu em São Paulo (SP), o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, reafirmou que não irá faltar dinheiro para habitação em 2016. Segundo ele, a Caixa dispõe de mais de R$ 91 bilhões para o crédito imobiliário até o final deste ano, com recursos do FGTS e da poupança. Ele destacou a importância do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) para a redução do déficit habitacional no Brasil, estimado em mais de 6 milhões de moradias, de acordo com dados da Fundação João Pinheiro, base utilizada pelo Ministério das Cidades. Occhi disse ainda que as faixas 2 e 3 do MCMV estão funcionando bem, de acordo com as demandas do mercado, e que a recém-criada faixa 1,5 atende à necessidade do mutuário de baixa renda que deseja comprar sua casa, mas ainda depende de um suporte do Estado.

Para ele, o sucesso do Programa pode ser medido no esforço que os estados têm feito para que a parceria com a Caixa e o Governo Federal se mantenha. O presidente da Caixa citou os casos de Mato Grosso do Sul e do Paraná, que estão tomando medidas para reduzir o custo das habitações populares sem perda de qualidade dos imóveis, para atender mais pessoas na faixa 1 – aquela que beneficia famílias com renda de até R$ 1,8 mil. “Estão aportando valor dentro do limite da renda, reduzindo o custo de comercialização, de projetos, doando terrenos e, neste sentido, conseguindo fazer uma redução desse valor e atender a essa população”, ressaltou Occhi.

Sobre os recursos da poupança, ele destacou que a Caixa já obteve, junto ao Governo Federal, a liberação de R$ 23 bilhões do compulsório, dos quais R$ 6 bilhões já estão disponíveis, para o financiamento habitacional. Esse montante contribui para que a Caixa mantenha condições bastante competitivas no empréstimo para a compra da casa própria. “Isso permite manter a taxa de juros dessa linha entre 8% e 10,5% ao ano; mesmo com a Selic bem mais alta”, explicou o presidente da Caixa. 

Retomada – Gilberto Occhi destacou ainda ações da Caixa para que o seu cliente passe, com mais tranquilidade, pela recessão que o país enfrenta. A primeira medida foi chamar os clientes do segmento de pessoa física para renegociar suas dívidas em condições atrativas, e com prazo para que o consumidor possa cumprir o trato sem se apertar em seus outros compromissos. Com a mesma finalidade, foi criada uma diretoria, na Caixa, voltada para a negociação com as empresas que atuam na área de habitação. A ideia é que o banco agilize o saldo devedor dessas pessoas jurídicas, para que elas possam reinvestir em obras, evitando paralisações e desistências dos mutuários, os chamados distratos.

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