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Polícia caça ex-presidente peruano

Alejandro Toledo está desaparecido. Ele é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro por obras com a Odebrecht

Alejandro pode ter recebido US$ 20 milhões por rodovia que liga Peru ao Brasil

Foto: Divulgação

A Justiça do Peru acatou um pedido do Ministério Público e ordenou a prisão do ex-presidente Alejandro Toledo, no âmbito das investigações sobre propina paga ao governo do país pela construtora brasileira Odebrecht. A informação é da Agência Ansa, da Itália.

Toledo é acusado por tráfico de influência e por lavagem de dinheiro, sendo suspeito de ter recebido propinas de cerca de US$ 20 milhões. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo juiz Richard Concepción após pedido do promotor anticorrupção Hamilton Castro.

De acordo com a decisão judicial, há “provas que respaldam com alto grau de confiança” que o ex-mandatário tenha usado seu cargo para benefício próprio. O ex-diretor da Odebrecht, Jorge Barata, já havia confirmado tanto para a Justiça brasileira quanto para a peruana que Toledo recebeu milhões de dólares em propina para a construção da Estrada do Pacífico, que liga os dois países.

Atualmente, o ex-presidente, que nega as acusações e diz ser vítima de perseguição política, está em Paris. De acordo com a família, ele voltará ao Peru apenas se as condições de segurança forem mantidas. Toledo vive atualmente nos Estados Unidos, onde dá aulas na Universidade de Stanford.

Recompensa – O Peru ofereceu uma recompensa de 100.000 soles (US$ 30 mil) a quem oferecer informações sobre o paradeiro do ex-presidente Alejandro Toledo, que está com ordem de prisão, acusado de receber suborno da construtora Odebrecht em troca de obras. As informações são da Agência France-Presse (AFP).

Sobre Toledo – que governou o Peru entre 2001 e 2006 - pesa uma ordem judicial de captura internacional emitida na quinta-feira, depois de ele ter sido acusado de receber US$ 20 milhões para favorecer a Odebrecht na concessão para construir a Rodovia Interoceânica, que liga o Peru ao Brasil. “A recompensa será paga em qualquer país do mundo”, afirmou à imprensa o ministro peruano do Interior, Carlos Basombrío, que pediu à Interpol que atue com a maior rapidez possível no caso. 

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