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Marca histórica no retorno à elite do carnaval carioca


Viradouro conseguiu o melhor resultado de uma escola que retornou à elite

A Fênix que fechou o desfile da agremiação de Niterói simboliza bem o resgate realizado nos últimos anos pela escola

Evelen Gouvêa

Marcando um feito histórico no Carnaval do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro foi consagrada vice-campeã de 2019. A vermelho e branca, que ganhou o título da Série A no ano passado, encantou a Marquês de Sapucaí com o enredo “Viraviradouro”, sobre contos mágicos, resgatando a inocência da infância perdida ao longo da vida. A escola de Niterói conquistou 269,70 pontos, três décimos a menos que a campeã Mangueira.

Nunca, na história do carnaval carioca, uma escola que subiu da Série A conseguiu uma colocação tão boa no ano seguinte no Grupo Especial. A última vez em que uma vencedora do Acesso desfilou no Sábado das Campeãs foi em 2000, a Unidos da Tijuca, que terminou em 5º lugar. A Viradouro também conseguiu quebrar o tabu de permanecer no especial no ano em que sobe, o que não acontecia desde 2010. Esse feito foi comentado pelo carnavalesco Paulo Barros, que se pronunciou através de suas redes sociais.

“Acabou a lenda que toda escola que sobe, desce! Obrigado, Viradouro”, comemorou Barros.

Através de sua conta no Twitter, a Viradouro fez um pronunciamento oficial, mostrando respeito pelo título da coirmã. 

“E vamos combinar, né. Perder para a Mangueira, com esse samba, com essa história, com esse chão, é um senhor resultado. Parabéns, amiga Mangueira”. 

O presidente Marcelinho Calil comemorou a colocação da escola, mas disse que todos esperavam o título. 

“A gente fez um carnaval para brigar em cima. Realmente é um feito importante, até então é o melhor para uma escola que sobe. Isso sim é motivo de orgulho. Estamos felizes em retornar nessa posição. A escola muda de patamar no Grupo Especial do Rio de Janeiro”, avalia Calil. 

O intérprete Zé Paulo Sierra comemorou o resultado e enalteceu a importância desse vice-campeonato. 

“Esse foi o meu melhor carnaval. A Viradouro fez história. Vai ser difícil uma escola voltar do Acesso e ser vice-campeã novamente. Talvez isso não aconteça nunca mais”, declarou Sierra.

Durante os três primeiros quesitos, a Unidos do Viradouro permaneceu empatada com a Estação Primeira de Mangueira. Se apegando à fé, os dirigentes da escola acompanharam a leitura das notas na Apoteose com duas imagens de São Miguel sobre a mesa. 

A perda de pontos em Alegorias e Adereços colocou a vermelho e branca em desvantagem, com duas notas 9,9, sendo uma delas descartada. 

Em samba-enredo, a escola de Niterói levou duas notas 9,8, o que foi decisivo para aumentar a diferença com a Mangueira e afastar a escola do 1º lugar, terminando com três décimos a menos que a campeã.  

A comissão de frente terminou a apuração com três notas 10 e uma 9,8, que foi descartada. Para o coreógrafo Alex Neoral, a nota do primeiro já era esperada, já que o chapéu de um dos componentes caiu durante a apresentação. Apesar disso, ele avalia que o resultado foi positivo. 

A bateria de Mestre Ciça, que voltou após 10 anos, teve uma nota 9,9, que acabou descartada por conta dos outros três 10. O mesmo aconteceu no quesito harmonia. A Unidos do Viradouro garantiu os 40 pontos dos jurados em Evolução, Mestre-Sala e Porta-Bandeira e Enredo. 

Desfile – A Viradouro protagonizou o melhor desfile do Grupo Especial no domingo, quando foi a segunda a desfilar. Repleta de efeitos, a vermelho e branca encheu a Sapucaí de histórias que encantam o mundo. Bruxas, magos e princesas invadiram a Sapucaí. Paulo Barros deixou sua marca com alegorias criativas e coloridas. Efeitos com hidrogênio fizeram mágica nos carros e na comissão de frente. 

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