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União da Ilha leva o Ceará para avenida


Tricolor vai homenagear os escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar

Sertanejo searense foi representado em diversas alas

Fernando Grilli/Riotur

A União da Ilha do Governador entrou na Sapucaí em busca do seu primeiro título do grupo especial. A tricolor da Ilha vai usar os escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar para homenagear o Ceará. A bateria da escola, para trazer o tom nordestino para o samba, usou um grupo de ritmistas tocando o tradicional triangulo do forró e uma sanfona.

No desfile, o carnavalesco Severo Luzardo pretende transmitir o amor dos dois autores pelo estado, algo que fica claro em suas próprias obras. Para isso a escola entrou na avenida com 3300 componentes divididos em 29 alas e cinco alegorias e um tripé.

A Comissão de Frente veio representando a fé do povo cearense, com dançarinos que faziam preces pedindo esperando a chuva no sertão para fazer nascer a colheita. Além do samba, passos de ritmos nordestinos faziam parte da coreografia dos bailarinos. O destaque ficou por conta do Padre Cícero, que apareceu sobrevoando sobre a avenida e trazendo o milagre ao povo sertanejo.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira trouxe à tona uma lenda sobre a praia de Jeriquaquara, onde existiria uma princesa metade mulher metade serpente. História relatada pelos dois escritores abordados pela escola.

Para retratar melhor o clima do Ceará na Sapucaí, muito dos materiais utilizados para confeccionar as fantasias e as alegorias foram trazidos diretamente do Ceará. Assim como diversos adereços e detalhes que passaram pela passarela do samba.

Pelas alas foram sendo retratadas as tradições do Ceará que foram retratadas nas obras de Raquel de Queiroz e José de Alencar, que foram representados na avenida pela atriz Cacau Protásio e pelo presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva.

A tradição e o folclore popular do nordeste se fez presente na Sapucaí em diversos momentos, sempre se direcionando às obras dos autores homenageados. Foi assim que Boi Bumbá, Reisado, açudes e feiras tradicionais, a pesca artesanal e tantas outras tradições conhecidas no Estado.

O Cariri cearense foi representada não apenas em sua cultura, mas também em seu passado pré-histórico, pois no local foram encontrados diversos fósseis de dinossauros, insetos e peixes de 150 milhões de anos. A região era habitada na época da colonização pelos índios cariri, que dá nome a região que hoje se situa entre estados do Ceará, Pernambuco e Piauí.

 
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