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Viradouro aposta no entrosamento


Junto­ há mais de 20 anos, casal de mestre-sala e porta-bandeira Marquinho e Giovana espera obter pontuação máxima na Sapucaí

Marquinho e Giovanna, dedicação total aos ensaios para 2016

Foto: Divulgação

Faltando pouco mais de um mês para o carnaval, as escolas de samba já estão se preparando para fazer bonito na Avenida e com isso, a preparação dos componentes das agremiações estão a todo vapor. 

A Unidos do Viradouro  investiu em uma equipe de peso para compor seu elenco para o carnaval de 2016, visando seu retorno ao grupo especial. Entre os novos nomes, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marquinho e Giovanna Justo, que em 2016 completam 21 anos dançando juntos, mostram que vão brigar pelos 40 pontos para a vermelho e branco de Niterói.

Em 2015, o casal ficou fora do carnaval, mas para 2016, de casa nova, os dois prometem buscar a nota máxima. Marco Rodrigues, mais conhecido como Marquinho, começou no mundo do samba ainda criança. Criado na casa de Dona Neuma, figura importante na história da Mangueira e filho do ex-mestre-sala Lilico, o menino seguiu os passos do pai e se tornou integrante da ala de mestres-salas e portas-bandeiras mirim das escola. 

Aos 15 anos, não foi mais possível continuar na ala mirim e com isso passou a ocupar outros espaços na verde e rosa. Foi representante de ala, intérprete e compositor da Mangueira do Amanhã. 

Encontro – Em 1991 foi convidado a ser o segundo mestre-sala da agremiação e em 1992, passou a defender o primeiro pavilhão da escola, até 1995, quando seu par foi substituído pela Giovanna Justo. O entrosamento dos dois foi tão grande que já no primeiro ano conseguiram conquistar os 40 pontos. 

Assim como Marquinho, Giovanna também começou a desfilar na Mangueira ainda criança. Ela integrou a ala mirim da escola e aos 13 anos de idade fez seu primeiro desfile como porta-bandeira da ala mirim. Passou por escolas como Paraíso do Tuiuti, Flor da Mina e Vila Rica. Em 2009, depois de 14 anos na verde e rosa, o casal passa a defender o pavilhão da Unidos da Tijuca e quatro anos depois o casal vai para a Unidos de Vila Isabel.  

Marquinho comenta que respeita muito o pavilhão da Viradouro e que está completamente lisonjeado com o convite de defender a vermelho e branco de Niterói. Ele afirma que está fazendo da Viradouro o seu espaço. 

“Sou professor de educação física, mas atualmente estou vivendo só do carnaval para me dedicar 100% do meu tempo aos ensaios. A minha preparação é muito intensa, além dos ensaios duas vezes na semana com quatro horas de duração, também faço musculação todos os dias. Com a proximidade do carnaval e com os ensaios de rua, acabamos ensaiando a semana inteira e respirando carnaval 24 horas por dia”, diz.

Giovanna, admite que está muito ansiosa para sua estreia na escola. Como o casal ficou um ano parado, ela tem se dedicado ainda mais aos ensaios para dar o máximo na Marquês de Sapucaí. Ela conta que tem ensaiado bastante para trazer a nota máxima para a agremiação. 

“Nasci para passar alegria para o povo. Ser porta-bandeira e defender um pavilhão é a minha arte. Estou muito honrada e orgulhosa de estar na Viradouro e posso afirmar que a vermelho e branco de Niterói tem garra, raça e muita força. A comunidade nos recebeu de braços abertos e agora é partir para a briga pelo grupo especial”, destaca. 

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